Arquibancada Palestrina

Um blog de Palmeirense de arquibancada

Pré-jogo Palmeiras x Náutico

Por Marcelo Ricci

Assim como hoje, que é férias para a maioria dos estudantes e também para o Henrique, o gigante palmeirense carioca de 9 anos, era férias naquele Julho de 2009. Nasci em São Paulo, mas morava em São José dos Campos, interior de São Paulo. Cerca de 100 km da capital. E nunca havia ido numa cancha, fazer um programa de família. É certo que a família não ajudou: meu pai gremista da época gloriosa de Renato Gaúcho, minha mãe torcia pelo time da Vila Sônia, enquanto só o meu irmão, 2 anos mais velho, era palestrino como eu. Não tive aquele incentivo como fez João no parto do garoto e colocou pendurado um manto com seu nome. Mas ao contrário do gigante Henrique, que nasceu num momento alheio à Sociedade Esportiva Palmeiras, nasci em 1993, numa época de retomada da glória. (Aquele que diz que não vi nada: se engana. Nasci em Janeiro).

Passou os títulos de 93, 94, 96 e quando chegou em 99 tinha apenas 6 anos. Lembro-me vagamente do nosso título. Comemorava com meu irmão com uma máscara de porco na cabeça. Em 2000, repetimos o mesmo ritual da máscara. Malogramos. Depois disso, só fui comemorar o Paulistão de 2008, mas com aquela mesma chacota: “Paulistão não vale”.

São Paulo, Julho, 2009. Tive a oportunidade de ir pra capital e coincidentemente o jogo do Verdão era no mesmo final de semana da minha estadia. Meu pai havia apenas me autorizado ir ao aniversário de um colega na Zona Leste, passar o final de semana na casa dele e voltar pra São José. O aniversário era no domingo (12) e o jogo no sábado (11). Não pensei duas vezes: “Hoje eu vou!”.

Sozinho, vesti meu manto e embarquei na leste-oeste. Não fazia ideia de como chegava ao Palestra, mas segui. Quanto mais próximo da Estação Barra Funda, mais o vagão se pintava de verde e branco. Segui-os e cheguei à cancha. Ingresso na mão, escolhi o lugar na bancada. Chuva, frio. Palestra encharcado. Alguns poucos 7.800 bravos resistiam ao frio e à chuva de São Paulo.

Era só esperar o time entrar. Via uma torcida organizada lá do outro lado, mas antes de ir junto, queria conhecer melhor o ambien… “Abaixa aí, abaixa aí, abaixaaa! Olha o Hinooo!”. Eu já estava no meio de uma organizada e não havia percebido. No entanto, aquela áurea me dominou e era ali mesmo que ia ficar. Aquele dia eu reconheci a diferença entre ser palmeirense e torcer por ele. Como dito no post anterior, pugnei-me para o Verdão. Desde aquele dia, sabia que ali era minha casa e de lá não queria sair.

Não a toa conto essa história, pois sempre que o Palmeiras joga contra o Náutico, me lembro perfeitamente de cada detalhe desse 11/07/2009. No dia, a peleja terminou em 4 a 1 pro Verdão. Gols de Maurício Ramos, Willians, Pablo Armero e Pierre. Melhor impossível.

Hoje a situação é diferente em todos os sentidos. Na época, aquela vitória nos garantia a vice-liderança do campeonato brasileiro. Hoje, buscamos sair da Zona de rebaixamento, ainda que a permanência nela valha muito para a mídia, que insiste em cagar pela boca a cada vez que falam do Palmeiras. Apenas Maurício Ramos e Obina jogavam em 2009. Contávamos com Marcos, Wendel, Danilo, Maurício Ramos, Armero; Pierre, Souza, Cleiton Xavier e Diego Souza; Willians e Obina. Vale bem dizer que o Souza Ferrugem hoje joga no Náutico e está jogando muito bem, mas por força de contrato não nos encara.

Mas a situação que mais destoa: o scudetto estampado no peito. O adversário olha aquilo e já sente o peso da camisa. Mas mesmo pesada, o Palmeiras joga leve. Enquanto buscamos sair da Zona da degola, o Náutico já está fora dela, mas já aceitando o discurso de lutar contra ainda na 11ª posição. Temos que nos impor hoje. Ser o alviverde imponente!

Náutico que deve contar com a dupla de ataque formada por Kieza – artilheiro da série B – e Araújo. Por falar em série B, o lateral Lúcio deve ser o principal armador do time no meio campo ao lado de Rhayner. Complementando o time, Felipe no gol; zaga com Jean Rolt e Márcio Rosário; laterais, Alessandro e João Paulo; e os volantes com Elicarlos e Ramirez. Esse é o time do técnico Gallo.

Náutico que joga com 13 hoje. M. Araújo deve ir para o jogo. Com exceção do Leandro Amaro, todos os nossos zagueiros estão no departamento médico. Isso significa que o garoto Wellington terá mais uma oportunidade na zaga. Luan com estiramento na coxa, Barcos se recuperando da cirurgia de apendicite e Assunção com tendinite no joelho também são desfalque para a peleja. Volta de suspensão João Vitor, Henrique, Maikon Leite e Valdivia. Verdão deve sair com: Bruno; Artur, Wellington, Heleno e Juninho; Henrique, M. Araújo, João Vitor e Valdivia; Mazinho e Betinho. Obina ainda deve ser opção para o segundo tempo. Outro que volta de suspensão é o Bigode I, Felipão.

O jogo NÃO será transmitido em rede aberta. Isso significa que a WebRádio Verdão transmitirá a peleja para a Família Paletrina, 16h: Palmeiras de Barueri x Náutico, no buraco da Arena Barueri. Assim como em 2009, não devemos passar dos 7 mil torcedores, ainda que esteja sol na capital. Espero que o placar seja semelhante!

VAMOS PALMEIRAS! AQUI É PALESTRA, PORRA!

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Completamos hoje, 22 de Julho de 2012, 61 anos do nosso título mundial, a Taça Rio.

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Informação

Publicado em julho 22, 2012 por em Tensão Pré-jogo.

(Publicidade Gratuita até 20/05/14) #AvantiBasqueteSEP

@ArqPalestrina

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