Arquibancada Palestrina

Um blog de Palmeirense de arquibancada

3.833 não pode se repetir!

Palmeirenses,

Não dá mais! Chegamos no fundo do poço. Nossa torcida está sendo escurraçada e só muita má fé ou falta de vontade para não ver o que está acontecendo.

3.833 pagantes para um jogo de um campeonato tratado pelos jogadores, comissão técnica e diretoria como “prioritário para o segundo semestre”. “Laboratório para a Libertadores”. Certo, todo mundo trata a competição como “prioritária” e marca um jogo para um estádio que já sabe que não vai ninguém. Um campo que vem fazendo o Palmeiras jogar sempre para 7 ou 8 mil pessoas, distante da capital. Desta vez, nem a metade disso.

Essa gestão do futebol do Palmeiras é tão precária, tão amadora, que não tem uma merda de uma campanha de marketing para atrair os torcedores, lotar o estádio para esses jogos da “competição prioritária”. Pelo contrário. Parece fazer de tudo para não ir ninguém ao estádio. Vejam essa campanha maravilhosa do Independiente, da Argentina, aliando a venda da nova camisa com o estádio lotado:

Como é que nossa patrocinadora poderia fazer uma campanha desse tipo com 3.833 pagantes?

O público de ontem, da primeira eliminatória da “competição prioritária do segundo semestre”, com um time com moral de campeão da Copa Libertadores, foi o segundo pior do ano. Juntam-se a estes vergonhosos números, o Palmeiras 3×1 Figueirense, também em Barueri, dia 1/7 domingo, 16h, na véspera da primeira final da Copa do Brasil. Neste jogo, Felipão poupou vários jogadores e a torcida estava focada no jogo de quinta-feira, contra o Coritiba. Publico? 2.580. Renda? R$ 72.892,50.

O Pacaembu também teve um público  pífio neste ano. No dia 1/2, pleno verão, numa quarta-feira, às 22h, o Palmeiras 2×0 Mogi Mirim, teve 3.906 torcedores, e uma renda de R$ 123.253.

Mas nossa média de público, tirando as decisões da Copa do Brasil, rondam os sete mil torcedores. Mas somos campeões. Era a hora do reencontro com a torcida, de uma campanha para impulsionar o estádio lotado, motor de toda a espetacularização do evento. Estádio lotado fica mais bonito, o jogo mais emocionante, o espetáculo mais atrativo, não só para quem vai ao jogo. Isso é óbvio. Mas para quem vê pela televisão, também.

Palmeirenses, Palmeiras 3xo Coruripe, no Jaime Cintra, em Jundiaí (!), estreia da Copa do Brasil, numa quarta-feira, mas 19h30, teve público de 11.143  torcedores e renda de R$ 250.826,00.

A única palavra que aparece na cabeça: depressão. Puta de uma depressão. Ainda bem que o Barcos arrumou aqueles dois gols e resolveu. Ainda bem que estavam lá os cerca de 500 caras gritando e empurrando sem parar e puxando os cantos que, de vez em quando, o resto do estádio seguia.

Depressão. Mesmo com nosso time ganhando, mesmo com dois golaços, senti um gosto amargo na boca, um nó na garganta. Os dirigentes do Palmeiras que passam os jogos para Barueri e assistem inertes à queda vertiginosa e vergonhosa de público, mostram que não estão preocupados com a torcida. Mais, mostram que parecem não entender esse importante fator envolvido na possibilidade de obtenção de vitórias e títulos.

Está jogando fora o 12° jogador, o estádio lotado, o espetáculo bonito para a televisão, a possibilidade de oferecer um entretenimento único para seus torcedores. Ao invés disso, organizam o evento da pior maneira possível.

Porém, quando revimos as imagens que fizemos hoje, decidimos que vamos fazer alguma coisa. Ainda não sabemos bem o que, mas vamos fazer. Estamos pensando em fazer um manifesto com assinaturas, ou algo do tipo.

Palmeirense, veja essas imagens. Veja se isso lá é clima de jogo de futebol. De “competição prioritária”.

20h30: Estação Barra Funda. Nenhum palmeirense nas imediações. Como sempre um gambá aqui, outro ali. Pensamos: chegando mais perto vai ter mais Palmeirense.

21h06: Estação Jardim Belval

21h08: A caminho do estádio, 2 km de distância. Ué, cadê a galera?

21h25: Bilheteria 1 e 2, já na Arena Barueri. Deprê:

21h30: Geral da frente do Estádio. Faltavam 20 minutos para estreia da “Competição prioritária deste segundo semestre”. Parecia mais entrada de velório.

22h: Panorâmica do estádio. 3.833.

23h12: Palmeiras 1 a 0.

23h19: Palmeiras 2 a 0. Vibração foi tamanha que não consegui gravar ou fotografar.

Aí, a deprê máxima. 23h40: 5 minutos antes do final da partida…

00h05: Estação de trem na volta. O time ganhou? 2 a 0? Dois golaços de Barcos? Na “competição prioritária deste semestre”?

E dentro do trem?

00h50: Chegada à estação Barra Funda.

Mais meia-hora de caminhada, fim de papo.

Pessoal, vamos nos mobilizar para trazer os jogos de volta para São Paulo. Pelo bem do nosso time.

E não dá para abandonar o time na “competição prioritária do 2° semestre”.

Torcer, porra! Mas torcer com um mínimo de decência.

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Informação

Publicado em agosto 2, 2012 por em Pós-Jogo.

(Publicidade Gratuita até 20/05/14) #AvantiBasqueteSEP

@ArqPalestrina

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