Arquibancada Palestrina

Um blog de Palmeirense de arquibancada

SÃO JANUÁRIO 2012

Por João Malaia (@ArqPalestrina)

Jogar em São Januário é sempre gostoso. Não só pelas lembranças ótimas daquele estádio, como na Libertadores de 1999, mas também por causa do pacto de união das principais organizadas de cada time.

Ali, nas imediações do estádio de São Januário, em uma das regiões mais perigosas do Rio de Janeiro, o Palmeirense circula à vontade, desfilando suas camisas e frequentando os bares das redondezas. Sempre esperto, diga-se de passagem, porque bobo é o ovo que não pára em pé.

Para quem já foi ao Rio em um Palmeiras e Vasco, sabe como é a atmosfera. A minha primeira vez foi em 1997, não em São Januário, mas no Maraca, final do Brasileiro, 30 mil Palmeirenses, 0x0 e título para eles.

Hoje, em São Januário, o clima entre as torcidas pode até estar numa boa e a atmosfera tem tudo para ser como sempre tem sido. Mas para nós, é mais uma decisão. Para o Vasco, trata-se de frear um bonde que vem descendo ladeira abaixo e que não tem muito o que fazer no campeonato. Não disputa título, não deve ter forças p/ reagir na disputa de uma vaga para a Libertadores e também não cai. Tem técnico interino, elenco cabisbaixo, mas quando técnico cai, sabemos que, geralmente, rola um “up” na turma.

Nada que possa abalar a confiança no nosso time. Em São Januário, se formos mil, seremos milhões. Se formos 500, seremos milhões também. Quem estiver em São Januário estará assistindo ao 2º capítulo de uma arrancada de 10 vitórias em 18 jogos.

Para quem quiser se aventurar em São Januário, seguem algumas dicas. Primeiro, claro, o ingresso: 40 pila/ 20 meia. Se você tem carteirinha de estudante, prepare-se para a ladainha dos bilheteiros dizendo que sua carteirinha é de outro estado e que a lei é estadual e só vale para carteirinhas de instituições fluminenses. Se quiser engrossar, torça para o juiz do Jecrim estar lá e alegue discriminação. Vais conseguir sua meia. Não foram poucas as vezes que não pude comprar meia em São Januário e os bilheteiros simplesmente diziam: “visitante não tem meia”. Principalmente nos anos de Eurico.

A torcida do Palmeiras, geralmente, fica na entrada da Rua Francisco Palheta, ao final da Rua do Bonfim e da Rua São Januário.

Para chegar ao estádio, há um micro-ônibus que liga a estação Estácio do metrô até a porta de São Januário, mas pela rua Ge. Almérico de Moura, do lado oposto da nossa entrada. Como no estádio é tranquilo circular no meio da torcida adversária, uma pequena caminhada em volta do estádio leva até ao setor dos Palmeirenses. Para quem não conhece muito a região, é o mais seguro. Caso venha de ônibus, fuja dos táxis da rodoviária. Procure ônibus para o metrô Estácio e de lá pegue esse ônibus para São Januário.

Se vier de avião e parar no Santos Dumont, fuja dos taxistas, caminhe cerca de 15 minutos até a estação de metrô Cinelândia e vá até Estácio, para depois pegar o ônibus para o Estádio. Se parar no Galeão, fuja dos taxistas, pegue um ônibus para o Centro do Rio, por 10,00 e pegue o metrô p/ Estácio.

Se vier de carro, vá pela Linha Vermelha e saia à direita com destino a São Cristóvão. Poderá observar o Centro Luiz Gonzaga em formato de chapéu nordestino. Dali siga a placa para São Januário e desça a Rua São Januário. Pode estacionar seu carro por ali, perto do estádio e do lado da entrada da torcida do Palmeiras.

Para quem vai de carro, a volta é mais que sossegada. É sair do estádio e pegar a Linha Vermelha de volta. Para quem volta de ônibus, não tem como fugir do táxi. O balãozinho vai ser inevitável, mas a rodoviária é do lado do estádio. Se der mais de 20 pila, comece a desconfiar. São apenas 5 km de distância. Pelo menos tem bumba para Sampa até 2 da madruga.

Para quem precisa voltar para os aeroportos, a opção é o táxi. Santos Dumont deve dar uns 25 reais. Mas para o Galeão, a facada vai para mais de 50 pau.

Se nesta quarta posso ver o Palmeiras perto da minha casa, domingo o dever exige maiores deslocamentos e, portanto, maiores gastos. Tudo para estar presente e ajudar meu time a sair dessa situação. Não corneto jogadores. Não corneto técnico. Agora é hora do apoio. Precisamos jogar com um jogador a mais: a torcida.

Eu, como moro no Rio, vou de carro para o estádio, sozinho. Na volta devo dar carona para um Palmeirense de arquibancada para a rodoviária. Cabe mais três no carro para a carona. Levo até no Galeão se for para ajudar. É só entrar em contato.

Para quem chegou até aqui e tiver 10 minutos, vale a pena ver o compacto desse jogo espetacular, top ten da minha vida: Vasco 2×4 Palmeiras, Libertadores de 1999, oitavas de final, a caminho da conquista da América.

Força, Palmeiras. Vamos juntos, até o fim, se é que existe fim.

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Informação

Publicado às setembro 12, 2012 por em Tensão Pré-jogo e marcado , , , .

(Publicidade Gratuita até 20/05/14) #AvantiBasqueteSEP

@ArqPalestrina

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