Arquibancada Palestrina

Um blog de Palmeirense de arquibancada

Que festa linda!

Lindo demais!

Por João Malaia (@ArqPalestrina)

Não tem explicação. Não existem palavras para descrever o que eu sinto em situações como as de ontem. É um misto de orgulho, tesão, amor, ódio revolucionário para mudar o mundo, companheirismo, identificação e vibração. Muita vibração.

Quando nossa torcida resolve abraçar o time, quando canta e vibra, eu tenho a sensação de que somos imbatíveis. Tenho mesmo. Quando vejo, no início do jogo, a torcida cantar o hino, três vezes Palmeiras e depois embala dez minutos no Palmeeeeeeeeeiras, entremeado por três toques de assovios daqueles que já não aguentam mais cantar a plenos pulmões devido ao desgaste de anos de arquibancada, eu vejo que a coisa fica ruim para quem é nosso adversário.

Eu acho que já deu para perceber, ao menos os que de vez em quando perdem minutos preciosos da vida para ler essas besteiras aqui, que sou apaixonado pela torcida do Palmeiras. Eu tenho certeza que o torcedor tem a força de transformar o transcorrer de uma partida de futebol. Consequentemente, se canalizar e direcionar essa força, pode transformar a própria sociedade em que vive. Pelo menos alguns aspectos dela.

Uma das maiores lições que devemos levar da experiência de ir a um estádio lotado e de empurrar nosso time, de ver uma multidão de pessoas que você nunca viu lutando por um mesmo ideal é a de que cada um de nós pode, sim, transformar.

No Pacaembu, com a torcida ao seu lado já tivemos cinco partidas históricas.

A primeira delas, contra o Santos. A volta ao Pacaembu, a vitória de um movimento que não pode ser desprezado, muito menos esquecido. Milhares de torcedores se manifestaram pela internet, através de programas de rádio, sites, blogs e redes sociais. Cada um à sua maneira buscava ações para que a diretoria voltasse com os jogos para São Paulo. A mídia começou a reverberar, a diretoria soltava asneira atrás de asneira e não conseguiu segurar Barueri. Voltamos para São Paulo, nosso recorde de público e renda no Brasileiro, uma das maiores arrecadações de todo o campeonato. A derrota, por doída que fosse, não fica para a história. O que fica é a volta a São Paulo.

Depois, o empate contra o Grêmio. Com a casa quase cheia, o Palmeiras jogou bem. A torcida, mostrou do que era capaz: infernizou Kleber, o tempo todo. Depois da tradicional escalação puxada pela Mancha, “Hei, Kleber, vai tomá no cu!”. Mais alto que todos os jogadores do Palmeiras. Com raiva, com ódio. Eu via nego espumando, as gotas de saliva saltavam da boca de tanta raiva. Em 15 minutos, o maluco estava tão pilhado que tomou um amarelo e depois outro. Rua! O Palmeiras ficou no zero a zero. O Grêmio vinha bem e está nas cabeças da tabela. Com Kleber, o resultado poderia ter sido bem pior.

O terceiro momento foi o jogo contra o Sport. Situação na tabela já era periclitante. Diretoria atende a outro clamor da torcida: redução pela metade no preço dos ingressos. Casa cheia, torcida empurrando sem parar, o tempo inteiro. O time correspondeu, correu, apertou o Sport e conseguimos uma importantíssima vitória.

O quarto jogo aconteceu após a queda de Felipão. Ali, de uma maneira ou de outra, com ações, a meu ver, corretas e outras absolutamente erradas, a torcida agiu. Indignou-se, chegou ao seu limite. O caos tomou conta. Os torcedores mostravam aos jogadores e à diretoria que é vai ou racha. Depois da derrota, a contratação de um técnico. O discurso dos jogadores mudou.

O último jogo, que, infelizmente, encerra a nossa série de jogos no Pacaembu pelo Brasileiro (só voltaremos lá na penúltima rodada, contra o CAG), foi mais uma lição, uma aula de como uma torcida pode empurrar uma equipe e com essa equipe pode empurrar a sua torcida. Ontem, demos um show: torcida e time.

O Sport não tocou na bola. Os adversários tinham no cangote sempre um jogador do Palmeiras. Todos os jogadores do Palmeiras correram muito. Todos marcaram sob pressão. Marcio Araújo (ele mesmo!) fez uma partidaça. Arthur e Juninho jogaram muito bem nas laterais. A zaga, apesar das várias espirradas, era daquela de dar medo aos atacantes. Henrique, mais uma vez, dominou a intermediária. Marcos Assunção continua com seu pé calibrado e com a vibração necessária para ser o capitão desse time. Valdívia deu carrinho no meio de campo, esforçou-se na marcação, deixou a desejar na armação, mas compensou com excelente movimentação e aplicação. Maikon Leite correu, correu, lutou, errou, mas foi uma peça-chave na partida de ontem. O segundo gol foi uma pitura.

E Barcos…, ah, esse é foda! O cara meteu o primeiro gol. No segundo, deu a ordem para Maikon Leite ir pressionar o zagueiro e ao ver o companheiro ir disputar a bola, já se posicionou em direção ao gol. Quando recebeu a bola, fez o gol “na passada”, no tempo da corrida, sem ajeitar o corpo para a chapinha, como fez o Roger, por exemplo. No segundo tempo lançou uma bola do campo do Palmeiras de gênio, que quase resultou em mais um gol, não fosse a trave atrapalhar o Mago que concluiu a jogada.

Kleina parece ter motivado os jogadores. Todos querem mostrar serviço para o novo chefe.

Em determinado momento do segundo tempo, quase parei de ver o jogo. Ficava olhando nossa torcida. Estonteado. Estasiado. Em delírio total. Só pulava e cantava, de sorriso no rosto, participando daquela “festa linda”, do “show que havia começado”. Aliás, eu e muitos. Só fazíamos a festa.

Aqui deixo um registro feito em um dos momentos de puro deleite de nossa torcida. O vídeo se prolonga, pois foi no momento que Barcos deu o passe para Maikon Leite arrancar o contra-ataque. Este se aproxima da área abre para Valdívia, que livre, bate na trave.

A torcida estava cantando a plenos pulmões, mas a linda jogada calou a todos, primeiro no lance de Barcos, depois na arrancada de M. Leite e, por fim, na batida de Valdívia. O último silêncio foi seguido do tradicional “Uhhhhh!!” para que a torcida voltasse a se esgoelar.

Quer ver melhores momentos, aqui não vai rolar. Aqui rolam os momentos dos torcedores. Da Arquibancada Palestrina.

 

Parabéns à torcida do Palmeiras. Eu tenho tanto, mas tanto orgulho de fazer parte disso, que não sei como expressar isso direito.

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Informação

Publicado às setembro 30, 2012 por em Pós-Jogo e marcado , , .

(Publicidade Gratuita até 20/05/14) #AvantiBasqueteSEP

@ArqPalestrina

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