Arquibancada Palestrina

Um blog de Palmeirense de arquibancada

Entre aspas o caralho

Por Marcelo Ricci (@ArqPalestrina)

A história é sempre a mesma: Quando a bola não rola, o tempo pra falar merda aumenta.

Na partida de sábado (26/10) entre Internacional/RS x Palmeiras, o nosso atacante Barcos fez um gol de mão. Essa história a mídia de gambá já contou: o gol foi validado por todos os árbitros da partida (assistentes, assistentes adicionais, quarto árbitro e árbitro principal) que não viram o toque de mão do camisa 9. Mas depois de 6 minutos de muita conversa (desnecessária) e pressão da comissão técnica e jogadores do Inter, o juiz voltou atrás e anulou corretamente o gol e blá blá blá.

Todos os canais esportivos já relataram o ocorrido. As duas maiores emissoras da televisão brasileira, contudo, tem informações que podem confirmar a ação externa do delegado da partida, Sr. Gerson “Colorado” Baluta, na decisão do árbitro principal da partida, interferido pelo quarto árbitro.

Primeiramente,  canal Sportv fez uma reportagem onde os diálogos das cenas foram traduzidas por um especialista em leitura labial.

1) Já de cara, o repórter fala em 6 minutos de paralisação. Ao final do segundo tempo, o árbitro acresceu apenas 6 minutos.

2) Em seguida, o desespero do árbitro em querer resolver o lance. E no final, não resolveu porra nenhuma. Até agora ele não sabe quem meteu a mão na bola.

3) Num terceiro momento, o Kleina diz: “Se a gente vai esperar as imagens pra decidir, então não é mais futebol.” Tênis, NFL, Vôlei, Basquete e a Puta que pariu!

4) O último momento de tradução é o mais importante. A fala do delegado da partida: “Ele não entendeu que é vermelho. Foi toque com a mão.”

Essa pequena frase revela a clara preocupação do Sr. Gerson com o lance, além do não conhecimento das regras desse esporte. Ele tenta explicar pra alguém no banco de reservas que o lance era pra cartão vermelho (de tão confuso o juiz, nem amarelo recebeu o Barcos). Veja a regra:

Infrações sancionáveis com cartão amarelo

1.   for culpado de conduta antidesportiva

Regra 12
Advertência por conduta antidesportiva:
tocar a bola com a mão para tentar marcar um gol (não é necessário que consiga).

Além disso, a intenção do delegado da partida em interferir na decisão do árbitro é nítido. Fica claro, pela feição e pela sentença, de que houve um trânsito de informações: Televisão – Delegado – Juiz.

(Fazendo uma pequena digressão, para justificar o título)Foi no ano de 2009, numa aula de História do Brasil, que a indagação pelas aspas me ocorreu pela primeira vez.

Coincidentemente, ou não, o professor no caso era o João Malaia, conhecido na época pelo seu sobrenome mais “fofinho” (segundo ele mesmo): Casquinha. Ele tinha acabado de dar um esporro em vários alunos, por utilizarem excesso de aspas na resposta da prova. E no caso, todas as aspas utilizadas pelos alunos eram desnecessárias.

Ouvindo o áudio da repórter da TV Bandeirantes, Taynah Espinoza, a respeito do gol de mão e do trânsito de informações na lateral do campo, parecia mais um relato da mídia e eu ouvia e cagava para o que ela falava ao mesmo tempo. Eis que, suas duas últimas palavras me fizeram ouvir de novo e perceber o nível da informação que ela havia passado.

Ouçam:

Pelo tom de voz dela, eu imagino ela usando as suas mãos com dois dedos (indicador e médio) abertos, com uma pequena separação entre eles, fazendo duas vezes um movimento de fechar e abrir , nas suas duas últimas palavras: ” “.

No caso: “Parece que estão usando mesmo a tecnologia, mesmo que não seja de forma legal, entre aspas.”

Entre aspas o caralho, Taynah. Não existe utilização da tecnologia televisiva no futebol mundial. E isso não é novidade pra ninguém. NINGUÉM! E não é “(…) mesmo que não seja de forma ‘legal'”, mas sim “(…) mesmo que não seja de forma legal.” Não tem legalidade nenhuma em utilizar esse tipo de tecnologia. O futebol é isso daí mesmo. (Salvo exceções para o Palmeiras, claro!)

E segundo o Professor Girafales, “tudo aquilo que a gente copia de algum lugar ou que tem um sentido diferente do que está no dicionário, recebe aspas”. Imagino que a repórter não quis parafrasear ninguém com o termo “legal” e muito menos dizer que seu sentido é outro do presente no dicionário.

Agora a imprensa esportiva quer discutir o assunto e falar dos inúmeros equívocos, tanto do Barcos quanto do árbitro da partida. Mas não é falado por essa imprensa de gambá em nenhum momento, o pênalti que o  Barcos sofreu do zagueiro Índio, impossibilitando o atacante de subir pra cabecear a bola.

Agora é hora de espalharmos essas informações. Está disponível pra download o áudio. Compartilhem! Disseminem!

Uma pena que estamos na mão do Diretor do Twitter, desculpa, Jurídico Sr. Piraci para a anulação dessa partida.

Mas aqui é Palestra, porra! Até morrer!

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Um comentário em “Entre aspas o caralho

  1. Antonio Carlos de Carvalho
    novembro 5, 2012

    Este caso do gol de mão do Barcos é idêntico ao do pênalti no Tinga em 2005. Se nem o juiz, nem os bandeiras viram, então não há motivo para reclamação. Tenho certeza que naquele jogo, se houvesse alguma pessoa estranha ao quadro de árbitros que avisasse ao árbitro que foi pênalti, vocês palmeirenses iriam pedir a anulação do jogo do Corinthians também, não é????

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Informação

Publicado em outubro 29, 2012 por em Quando a bola não rola.

(Publicidade Gratuita até 20/05/14) #AvantiBasqueteSEP

@ArqPalestrina

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