Arquibancada Palestrina

Um blog de Palmeirense de arquibancada

Overdose de Palmeiras

João Malaia

Uma overdose de Palmeiras. Não há como descrever de outra maneira esta semana que se encerra hoje. Uma intensa e expressiva dose de Palmeiras em três modalidades diferentes. E cada uma caindo em um dia da semana, de quarta a domingo. Quarta, Libertadores em casa. Quinta, basquete. Sexta, futsal. Sábado, basquete. Domingo, as meninas na casa delas. E tudo acompanhado do meu grande brother e colaborador do Arquibancada Palestrina, Marcelo Ricci.

A semana começou na quarta-feira, com uma atividade que não estava relacionada a arquibancada. Mas tinha Palmeiras na Libertadores. E não foi só aquele lamentável jogo, com episódios de desespero com um gol inacreditavelmente perdido por Kleber e o castigo no segundo final. A derrota ecoou na quinta-feira de manhã. As tentativas de agressão a Valdívia no aeroporto de Buienos Aires por parte de integrantes da nossa maior torcida organizada, a Mancha Verde mostravam que a semana poderia começar mal.

Mas na quinta, era dia de jogão de basquete, contra o Uberlândia, 3º lugar. Uberlândia, time do “Helinho, Helião, viadinho e viadão”, como cantou nossa linda e brava torcida para os Hélios Rubens (pai e filho). Com o ginásio bombando, assisti ao maior jogo de basquete  que já presenciei ao vivo, dentro de um ginásio de basquete. O time do Palmeiras arrancou uma vitória absolutamente sensacional, depois de quatro, quatro (pessoal quatro, 4, 4) prorrogações.

Abaixo a foto de Fabio Menotti, da Agência Palmeiras, divulgada no site oficial. Estou quase entrando na quadra para matar o Helinho:

Palmeiras Uberlandia

 

 

Teve de tudo nesse jogo. E nossos jogadores arrebentaram. Deram aula de raça, de dedicação e de comunhão com a torcida. Não vou me alongar aqui sobre o assunto. Prometo que em breve escreverei um, ou vários textos, sobre o basquete. Quem segue nosso twitter sabe a campanha que fazemos junto com outros companheiros (principalmente @BSKT_Aviverde ) para que o Palestra lote. E quem vai, fica absolutamente viciado.

Bom, quatro prorrogações acabaram comigo. Faço 39 anos na semana que vem. Ou seja, tô tiozão. Tiozaço. Mas o Palmeiras me faz ir à loucura. Não parei de cantar e de gritar o tempo todo no basquete. No basquete eu grito mais que no futebol. Grito no ataque e assovio alto pra cacete na defesa. Comemoro cada cesta como se fosse um gol. E, suado igual um porco  (meu broderzaço Zé – @JApparec sabe bem!) saí do Palestra e peguei uma puta gripe. Só que sexta tinha mais.

Sexta era dia de futsal. Estreia no Paulista. E eu estava lá. Gripado, sem voz, zuado. Sentei lá e vi aquele joguinho mais ou menos, mas pude reparar vários “tipos” diferentes nas arquibancadas. Muita molecadinha, como sempre, alguns conselheiros, como sempre, alguns diretores, como sempre e outras peças, como sempre. E olha, galera, tinha até umas meninas bonitas, lá! Deu pra ver um gordinho do Indaiatuba, pivô, deitando e rolando na zaga do Palmeiras. E deu para ver o time levar o empate, no último minuto, depois de perder uns 5 gols feitos. Nada mais Palmeiras.

Sábado. Cacete. Isso não acaba mais. A gripe está pior, a voz está pior. Pior, pior: tinha que trabalhar sábado de manhã E de tarde. Até 17h30. E 18h, no Palestra, mais basquete, contra o Franca, 4º lugar, time do escroto do Jonathan, que ganhou o campeonato de enterradas do NBB. Cheguei lá podre, debaixo de uma chuva do cacete. Mas já cheguei cantando, gritando, sem parar. Marcelão chegou na cola, ensopado.

Aqui a foto em que estou junto com Marcelo. A foto também é de Fabio Menotti e também está no site oficial do clube.

Palmeiras Franca

Cachecol na mão (Palmeiras minha vida é você), rodando sem parar, gritando sem parar, assoviando sem parar. Ginásio estava com bastante gente. Gritaria pra cacete. Corneta no Lula Pereira, até criança mandando o cara tomar no cu. E o Palmeiras fazendo um jogo impecável. Torcida cantando e apoiando muito. Vitória absoluta por dez pontos de diferença. E show de Brown, Tyrone, Wiggins, Marcão, Tiagão, Arthur, Guto, Lino, Jordan e cia.

Mas a gripe piorou. Já estava em um ponto de ter que ficar o dia todo de cama. O problema é que faltava uma última atividade. Faltava uma última dose. Faltava ver Palmeiras e SPFW no Panetone. Marcelão junto, carona do grande Bruno Larizza ( @brunoplarizza ) e vamo que vamo. Assisti o primeiro tempo me esgoelando no meio da torcida, mas no segundo tempo não aguentei. Fui lá para cima, assisti quase que todo o segundo tempo sentado.

A carona de volta do Brunão foi fundamental para que eu conseguisse escrever agora. Na verdade, este é um testemunho de uma overdose de Palmeiras. E escrever este post, sem dúvida, é aquela dose a mais, depois da última dose, aquela que dá a overdose mesmo. O problema é que sei que a overdose não vai fazer arrefecer meus ânimos com esse clube. Amanhã, posso até acordar mal, gripado, podre. Mas acordo feliz, com sentimento de dever cumprido para com aqueles que envergam o verde e o branco em qualquer esporte, em qualquer dia, a qualquer momento.

E fico feliz de compartilhar essas experiências. Ser Palmeirense vai além de torcer para um time de futebol. Ser Palmeirense é estar junto com o Palmeiras. Ser Palmeirense é ser da torcida que canta e vibra. Ser Palmeirense é vibrar em ter uma overdose de Palmeiras.

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Um comentário em “Overdose de Palmeiras

  1. Douglas
    março 11, 2013

    ESPETACULAR!!! Estou sem palavras!!!

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Informação

Publicado em março 10, 2013 por em Quando a bola não rola.

(Publicidade Gratuita até 20/05/14) #AvantiBasqueteSEP

@ArqPalestrina

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