Arquibancada Palestrina

Um blog de Palmeirense de arquibancada

RESPEITO! PALESTRA=PRESSÃO TOTAL

Foto: Site NBB

Foto: Site NBB

Por João Malaia (@ArqPalestrina)

Já falamos o quanto gostamos de acompanhar o basquete do Palmeiras.  Hoje foi mais uma noite daquelas … indescritíveis. Não pela vitória do Palmeiras em cima da Liga Sorocabana, 9ª colocada e praticamente garantida nos playoffs. Não pelas enterradas de Marcão e nem pela ponte aérea de Brown para a enterrada de Wiggins. Não pelos 2.549 rebotes do Tiagão. Não pelo show de defesa e de tocos e roubadas de bola. A noite hoje foi indescritível porque a torcida do Palmeiras teve participação mais que direta na vitória do time.

Prepare-se. O que você vai ler aqui é um testemunho de quem acredita religiosamente que a torcida tem papel fundamental na conquista de um resultado. Portanto, tire suas conclusões. Pode achar exagero, pode concordar, pode acreditar, ou não.

Cheguei ao Palestra hoje com o sempre companheiro de todas as jornadas, Marcelo Ricci. Entramos no ginásio e nos posicionamos (sem querer, mas) estrategicamente atrás do banco do Sorocaba. O jogo começou com a torcida muito chocha e o jogo apertado. E logo comecei a mandar meus gritos para o técnico adversário.

Eu não sabia quem era o cara. Mas me chamou a atenção a maneira exaltada como comandava seus jogadores. Gritava com eles, esculachava os caras na cara dura. E não aliviei, comecei a meter a boca no cara. Chamava os jogadores dele pelo nome (que lia na camisa deles) e perguntava se eles achavam certo aquilo. Eu estava azucrinando mesmo. Eu, logo depois, Marcelo. Mas antes de nós dois, a molecada de 10, 11 anos já estava pilhando o cara faz tempo. E eu, no meu papel de torcedor de quase 40 anos, segui o exemplo da molecada.

Mas esse cara, sei agora, atende pelo nome de Rinaldo Rodrigues, mais (des)conhecido como “do Rio”. E é sabido, no meio do basquete, que o cara é xarope. Dizem que se o time não ganha, o cara não deixa os jogadores tomarem banho para voltar para Sorocaba.

Ainda no 1° quarto, ele deu um esporro descontrolado em um jogador e eu, ali atrás dele, gritei: “Ô loco, vai deixar o cara falar assim contigo, Vinícius!” e aí o tal Rinaldo olha para mim, com cara feia e me manda, baixinho, tomar no cu, terminando com o famoso “filho da puta, vai se fuder”. E bateu no braço, mostrando as veias.

Foi a senha. Eu e Marcelo começamos a largar toda a ira para cima do cara, mas tudo na esportiva. Ele tem uns jogadores gringos, Holloway e Dawkin, que aliás, jogam pra caralho. Ficava gritando com esse Holloway, quando ele vinha para o banco “The book is on the table”! E gritava para os caras do Sorocaba “Soró, manda o cara fazer um Open English”! E aí, rolou. O tal do Soró, olhou para nós… e riu. Os seguranças (tinham três mocorongos atrás do banco) do Sorocaba começaram a rir. O cara que carrega a água começou a rir.

No segundo quarto, Rinaldo continuou berrando, cada vez mais descontrolado, com seus jogadores. E nós começamos a pilhar mais ainda o Rinaldo. Ele pegou a cadeira e foi para o outro lado do banco, perto dos árbitros. O time passou o Palmeiras em 7 pontos. E o Rinaldo deu uma acalmada.

Mas na volta do terceiro quarto ele veio em direção ao banco e olhou para nós. De novo, percebemos que o cara estava incomodado. E voltamos a descer a mamona no filho da puta. E gritei “Teu inferno está aqui, cara. Aqui é Palmeiras!” E foi aí que o fator torcida se fez presente. A torcida deu uma animada, e o time engrenou 10 a 0 e virando o jogo.

Rinaldo pediu tempo e gritou para o auxiliar: “10 a 0? Parei! Você fala com eles que eu não quero nem saber!” e sentou na cadeira de costas para os jogadores. Pra quê? Fui lá e comecei a berrar na orelha dos jogadores coisas assim “O que? O cara abandonou vocês? Ô Auxiliar! O que é isso? Onde já se viu uma merda dessas? O técnico abandonou o time! E você que vai assumir essa trolha?”.

Nessa, uma galera se juntou com a gente e começamos a azucrinar o cara. E eu chamava os jogadores do Sorocaba pelo nome: “Vinícius! Caralho, mano! O cara abandonou vocês?” “Soró, que merda é essa? O seu técnico vira as costas para vocês quando vocês estão perdendo?” “Everson! Puta que pariu, mano! Vocês tomam dez pontos na cabeça e o cara vira as costas?”. E assim terminamos o 3° quarto na frente.

O Rinaldo chamou os jogadores e passou as instruções. Enquanto isso, uma menina que vejo sempre no Palestra, alucinada pelo Verdão, e que vim a saber que se chama Vanessa, estava dando risada da gente, passou por nós e disse: “Vou descobrir o nome desse pau no cu!” E voltou com um sorriso no rosto, nos passando a seguinte declaração, aos berros “Aê Rinaldo, seu filho da puta!”.

Na mesma hora, Rinaldo, que já tinha até brigado com o tal de Everson no banco, pegou a cadeira e disse, “agora vou sentar aqui” e o aqui era bem na nossa frente. E veio. Veio e levou! A partir dai, a cada tempo que ele pedia, eu não parava de gritar: “Abandonou o time, Rinaldo! Isso não pode. Tem que estar junto na vitória e na derrota.” Alguns jogadores do Sorocaba continuaram a rir. E aí o cara foi se descontrolando.

“Porra, Soró, nunca vi isso, o cara largou vocês na mão, mano!” “Holloway, what da fuck is that, man? Your coach left you, man!” “Que vergonha Rinaldo, que palhaçada! Seus jogadores não te respeitam mais. Você abandonou os caras. Que merda de técnico vira as costas para seu time durante um quarto inteiro?” “Auxiliar, você é macho, cara! Você não abandonou os jogadores. Você merece nosso respeito!” Marcelão emendou: “Auxiliar, ou você assume essa porra e pega o salário do cara ou pede as contas, porra!”

Enquanto isso, os jogadores do Sorocaba se perdiam em quadra e os do banco estavam desorientados. Não parecia um time que estava em nono colocado, com 14 vitórias. Palmeiras abriu 10 pontos. Tempo do Rinaldão. Galera “Ei, Rinaldo, vai tomar no cu! Ei, Rinaldo, vai tomar no cu!” e mais uma sessão de “Ô galera, o cara desrespeitou vocês. Abandonou vocês na casa do adversário. Um técnico não pode fazer isso”. E o tal de Soró ria, em pé, atrás do Rinaldo. Diego, armador reserva, também riu. O time estava quebrado. O Rinaldo estava quebrado.

O Palmeiras manteve a diferença de 8/10 pontos. E aí o Rinaldo quis tirar a sua casquinha. Quando viu que havia perdido, virou para nós e mandou “Aqui é timã… aqui é corint… campeão mundial” batendo as mãos na cadeira e repetindo várias vezes.

Na hora a confusão se instaurou. Eu não acreditei. Fui direto nos seguranças do Palmeiras e a galera queria voar em cima do cara. Eu nem vi mais o jogo, eu perdi o controle. Eu queria pular no pescoço daquele desgraçado. Ainda bem que a galera da organização apareceu e veio falar com a gente com calma e disseram a frase mágica “cara, ele tá errado, mas se acalma um pouco, ajuda o pessoal a se acalmar que vocês podem prejudicar o Palmeiras”.

Essa é a senha para eu ficar mais calmo, me segurar e só ficar na orelha do Rinaldo, agora Rinaldo-gambá. E aí, parti para o baixo nível. Mesmo. E foi foda. O Palmeiras ganhou, deu show no final. Mas parte da torcida estava absolutamente revoltada. Acabou o jogo, a galera foi para a saída do Sorocaba e queriam matar o Rinaldo-gambá. E com razão. Ele demorou mais de 10 minutos para sair da quadra e teve que haver intervenção da PM e do nosso pivô, Marcão.

Ninguém, ninguém pode entrar ali, em terreno sagrado, virar para a nossa torcida e dizer nomes impróprios, verdadeiras blasfêmias em solo sagrado. Vai tomar no cu, ô Rinaldo filho da puta! Aqui é Palmeiras.

E você tá fudido, cara. Mais para a frente, ainda nesse ano, tem campeonato paulista, seu filho da puta. E vamos convocar toda a arquibancada do Palmeiras para ficar atrás do seu banco, te xingando, te aloprando, seu gambá filho da puta.

E você, Palmeirense, guarde bem o nome desse time. O Rinaldo-gambá é dono da Liga Sorocabana. Ele não vai sair de lá. Guarde bem a cara desse filho de uma puta que nos desrespeitou em nossa própria casa. Vamos fazer uma recepção especial para esse corno na próxima vez que ele estiver por aqui.

rinaldo

Estaremos de olho e vamos avisar todo mundo.

E hoje, mostramos que podemos trabalhar junto com o Palmeiras.

Frase do jogador Gustavo Scaglia ao final do jogo: “Quanto mais apoio de vocês, mais a gente se anima para jogar”.

E o site do NBB soltou o seguinte: “A torcida alviverde está se tornando um fator essencial para a equipe na NBB“. Corrijo. Está, não. É. Sempre foi e cada dia vai ser mais.

Aqui é Palmeiras!

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Ainda resta um fio de esperança de que um milagre possa nos levar aos playoffs.

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A maratona segue muito bem e a todo o vapor. Amanhã, 20h, futsal. Ao Palestra!

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Time está jogando muito, mas muito mesmo. Hoje demos show.

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7 comentários em “RESPEITO! PALESTRA=PRESSÃO TOTAL

  1. João, era vc com a camisa regata branca n° 10 e verde por baixo?

  2. Gui
    março 22, 2013

    No futsal tem que ser a mesma coisa, vamo q vamo verdãao!!!

  3. Gabriel de Oliveira
    março 22, 2013

    Cara, Parabéns quem duvida que vocês fizeram a diferença, vocês como parte da nação, e que o Palestra continue avançando no NBB cada dia melhor. Abraço

  4. Joab Barros
    março 22, 2013

    Cara, os jogadores do time dele rindo, show!

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Informação

Publicado em março 22, 2013 por em Basquete Palmeiras.

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@ArqPalestrina

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