Arquibancada Palestrina

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Agora sim, algumas palavras.

Foto: Gabriel Uchida/ Foto Torcida

Foto: Gabriel Uchida/ Foto Torcida

Agora é que vi o jogo. De manhã, no VT da FoxSports. Tentei ver ontem à noite por duas vezes. Uma no estádio, outra na televisão, já nas primeiras horas de hoje, mas não consegui.

Da primeira vez que tentei ver o jogo, estava dentro do estádio. Mas ontem estava a trabalho no Pacaembu. E quando estou trabalhando, geralmente não consigo fazer outra coisa. Além disso, no final do jogo, já não conseguia olhar para o campo. Preferia olhar para trás e ver a reação de alívio dos meus companheiros a cada ataque do adversário. Da segunda, que começava de madrugada, desmaiei de cansaço.

Ontem foi daqueles dias inesquecíveis. Foi a maior e mais impressionante demonstração de união entre a torcida que eu já vi na minha vida. Mesmo com uma discussão entre membros da nossa maior TO ao final do primeiro tempo, tudo era em prol da união. Um cara, no miolo da torcida, resolveu que não era obrigado a cantar. E foi, gentilmente, convidado a se retirar. Quis crescer, quis falar que não era obrigado a cantar estando ali.

Amigo, sou contra violência e, diga-se, sou testemunha ocular, ninguém foi violento com o rapaz, que inclusive quis colocar dedo na cara de integrantes da TO, dizendo que ali ninguém era mais do que ninguém. É isso mesmo, irmão. Ali, ninguém é mais do que ninguém. Então se ali todo mundo canta, você tem que cantar também. Não quer, tem mais de 70% do estádio para você ficar sem cantar. Aliás, ontem não poderia nem ter nenhum lugar para quem não quisesse cantar.

Isso é união! Família unida tem briga também. Não precisa bater em ninguém, mas há normas a serem cumpridas. Ali é para cantar. Vejam no primeiro vídeo do post anterior que há um pai com um menino, que deve ter uns 5 anos, no meio da Mancha, no chamado “miolo”. Vejam como ele se comporta. Vejam como o menino se comporta. Vejam a foto do menino que abre esse post. Aliás, foto sensacional do Gabriel Uchida, do Foto Torcida.

Começamos o segundo tempo a plenos pulmões, incendiando o estádio. Cada canto do Pacaembu virou um pequeno miolo explodindo em cantos para levar o time às costas.  Aos 7 minutos, Wesley chutou a gol, a bola desviou na torcida e sobrou para Charles marcar o gol, levando aquilo tudo à loucura e o estádio inteiro tremeu de uma maneira que eu nunca tinha visto. O Pacaembu explodiu e fez São Paulo, o Brasil e o mundo tremerem. O mundo todo tremeu, mas teve um grupo particular que tremeu mais. Que sentiu mais o chacoalho que o estádio do Pacaembu reverberou ontem à noite. Vocês sabem que grupelho é. Eles também sabem quem são.

O futebol é lindo por isso. Até pouco tempo, eramos a piada, a corja do futebol, após a meia dúzia sofrida diante do Mirassol. Hoje, somos um dos times mais temidos da América. Sabem porque? Não é por que temos um time cheio de estrelas. Não é por que somos os campeões do mundo, ou por que nosso time joga junto há anos.

Não, não. Somos um dos times mais temidos por que sabem, quando jogam contra nós, que nossa torcida carrega o time nas costas. Que chora por ver um carrinho na lateral. Que se abraça na bancada unido contra tudo e contra todos. Que arranca lágrimas da criança, do adulto e do idoso. Que faz gol, que ama seu time e que não precisa de campanha de marketing, nem de estigma de time do povo para mostrar que é o time da luta, da fibra, da raça. Mas, principalmente, uma torcida que canta e vibra.

_______

Mais tarde, tem post especial com fotos e vídeos da galera ontem no estádio. Aguardem.

Por João Malaia (@ArqPalestrina)

 

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4 comentários em “Agora sim, algumas palavras.

  1. Léo Souza
    abril 12, 2013

    No final do jogo, a torcida inteira ficou no estádio. Eu fiquei, mas não consegui cantar o hino, porque tava chorando. Chorei de orgulho! Nosso Palmeiras está de volta!! Chupa todo mundo!

    Esse moleque da foto representa, ta em todo o jogo com o pai dele e esse mesmo bonezinho. Ele sempre fica nas grades da entrada de cima da amarela. Eu também sempre fico lá, mas dessa vez entrei tarde e fiquei um pouco mais pra baixo.

  2. Vitor Gomes
    abril 12, 2013

    Belo texto, João.

    Ontem, provavelmente, foi minha experiência mais marcante num estádio. Não tem explicação o que aconteceu no Pacaembu, A comemoração depois do jogo, ainda dentro do estádio, foi sensacional.

    E conseguimos nossa revanche pessoal contra os putos do Libertad e redondezas do estádio Nicolas Leoz hahaha

    Abraço!

  3. Henrique Rodriguez
    abril 13, 2013

    Foi foda d+, jogo mais emocionante da minha vida!, e como eu li em um site da midia palestrina em um comentario:

    Bom,cheguei do jogo, lavei minha camisa do Palmeiras e quando pendurei no varal ele quebrou. sem mais.

    #Podevirfreguesia

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Informação

Publicado em abril 12, 2013 por em Pós-Jogo.

(Publicidade Gratuita até 20/05/14) #AvantiBasqueteSEP

@ArqPalestrina

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