Arquibancada Palestrina

Um blog de Palmeirense de arquibancada

Assim, dói demais.

Por João Malaia (@ArqPalestrina)

As eliminações já são tantas, que cansa escrever sobre essa porcaria. Mesmo que eu só tenha começado a escrever sobre Palmeiras há pouco mais de um ano. Mas, se escrevo há pouco tempo sobre o Palmeiras, faz muito tempo que vivo humilhações e humilhações, a maioria delas no estádio, com eliminações e mais eliminações. Todas marcantes, umas mais que outras.

Precisamos ter em mente, antes de tudo, que estamos disputando sempre um lugar na elite, em diversos torneios, com um conjunto grande equipes de qualidade e tradição. Não jogamos um campeonato inglês, ou italiano, com poucas equipes disputando o caneco de verdade. O campeonato paulista tem mais times disputando o caneco que muitos campeonatos nacionais na Europa. Por isso, por buscarmos sempre o papel de protagonista, que é único e com muitos concorrentes, as eliminações serão sempre em grande número. Se disputamos quatro torneios por ano e não ganharmos nenhum, serão quatro insucessos no ano.

No entanto, algumas eliminações marcam mais que as outras. E posso dizer que essa de hoje será uma das mais dolorosas. Explico.

Pior que ser eliminado, ou perder um campeonato, e quando a tragédia vem acompanhada de uma goleada, ou de um frangaço do goleiro. E tudo vai depender da importância do campeonato. Paulista, Copa do Brasil, Brasileiro, Libertadores e Mundial, nessa ordem. E dependerá também da qualidade do elenco ou do protagonista principal da tragédia.

Ontem, tivemos um frangaço, em uma Libertadores, dado por um jogador que foi o titular do título da Copa do Brasil e do time que acabou rebaixado no Brasileiro.

Vou aqui lembrar rapidamente de três eliminações com frangaços de goleiros do Palmeiras:

A primeira, foi a semi-final do Paulista de 1987. Tinha eu 13 anos e a fila do Palmeiras já chegava a 11. Jogo contra os bambis. 2 a 1 para elas. Falta para elas de longe. Zetti, nosso goleiro não queria barreira. Deu no que deu…

Zetti acabou indo para o … São Paulo, foi bi da Libertadores e bi Mundial, além de bissexual. Tomou chá de coca, seguiu a vida e nós seguimos a nossa.

A segunda e a terceira, foram falhas protagonizadas por São Marcos. Uma, na final do Mundial, contra o Manchester. O cruzamento de Giggs, a bola passando por entre as mãos de Marcos e caindo atrás dele à mercê dos pés adversários.

A outra falha, no primeiro jogo eliminatório da Copa do Brasil, em 2003. O sétimo gol, isso mesmo, sétimo gol do Vitória da Baia, contra o Palmeiras. Marcos estava de saco cheio e foi dar um bico na bola. Furou. Era o sétimo gol.

Desculpem. Eu não critico Marcos. Nem vou colocar aqui as imagens. Ele falhou muitas vezes, mas agiu como nunca mais veremos um jogador de futebol agir pelo Palmeiras.

A falha de ontem foi demais de grotesca. Bruno deu uma entrevista em Tijuana em que dizia que era gratificante ter sido escolhido o melhor jogador da partida “numa Libertadores, fora de casa, contra um time muito forte como o Tijuana”. Aquilo mostrava que ele estava no caminho certo:

É incrível. Tudo bem, o Bruno tinha sido o melhor “numa Libertadores, fora de casa”, mas “contra um time muito forte como o Tijuana”?? Esse é o problema. Nos orgulhamos, achamos que estamos no caminho certo, por que fomos os melhores contra “um time muito forte como o Tijuana”. Olha só no que deu essa  concepção de achar que está no caminho certo…

Infelizmente, não consegui encontrar a entrevista que Bruno deu ontem, na saída do vestiário. Um resignado, um cara dizendo que aquilo não ia abalar, que as críticas e os elogios não mudam nada na carreira dele.

CORREÇÃO: Fabio Tatu, da Porcopedia, me enviou o link com a entrevista do Bruno (Valeu, Fabião!). Aqui está:

Ué? Bruno, é um cara de pau! Há duas semanas falou que era gratificante ser considerado o melhor da partida. E agora vem com essa cara de pau dizendo que nem as críticas nem os elogios vão mudar a postura dele?

Pois os elogios mudaram a postura. Por isso ele engoliu um dos frangos mais vexatórios de nossa história.

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Ontem disse que o que fosse feito até aqui já me deixaria orgulhoso. E assim continuo. Muito orgulhoso do que o time fez até aqui.

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Hoje é o prazo dado pelos jogadores de basquete para que o Palmeiras ofereça a renovação de contrato para os próximos 12 meses. É ano de centenário, temos NBB e vamos ver o que Brunoro vai nos arranjar. Entrevista coletiva começa às 15h.

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Publicado em maio 15, 2013 por em Uncategorized.

(Publicidade Gratuita até 20/05/14) #AvantiBasqueteSEP

@ArqPalestrina

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