Arquibancada Palestrina

Um blog de Palmeirense de arquibancada

Cesta de três! De Paulo Nobre! É do Palmeiras!

Por João Malaia

Palmeiras

Felicidade é pouco. Orgulho é pouco. A notícia de hoje, dada pelo presidente Paulo Nobre, transcende a felicidade da continuidade do basquete e o orgulho de fazer parte de uma torcida tão apaixonada, tão empenhada em fazer algo dar certo pelo Palmeiras. Sim, senhores. Pelo Palmeiras. Não pela corrente política A, ou B, nem para dizer que alguém fez mais que o outro para conseguir a manutenção do basquete, muito menos para cantar vitória, seja da situação, seja da oposição.

Sempre deixei muito clara a minha posição de defesa do basquete. Para mim, este esporte tem a capacidade de ser um item a mais para a solidificação da identidade do palmeirense com seu clube. Uma oportunidade única de ser espectador de um esporte que permite o contato próximo, humano, entre jogadores e torcedores. E se agregar à identidade, é fator que agrega ao consumo, agrega à marca, agrega valor ao clube.

Por isso, quando soube  que as chances do time principal acabar eram grandes, não medi esforços para fazer de tudo ao meu alcance para que isso não acontecesse. Pelo Palmeiras. Pelo clube. Pelo esporte. Pelo amor.

Encontrei muitos amigos nessa empreitada que compartilhavam dessa mesma ideia, desse mesmo ideal e que não se interessavam pela corrente A ou B. Queriam o basquete. Queriam um Palmeiras forte.

Cada um à sua maneira, dentro das suas possibilidades, se movimentou. Eu usei o blog e o twitter e Facebook do Arquibancada Palestrina para tentar, de alguma forma, expôr a ferida. Por mais que doesse, por mais que soubesse que seria acusado por muita gente de fazer a tal “oposição predatória” como alguns gostam de definir. A paixão e o amor ao Palmeiras falaram mais alto. Eu comprei a briga pelo basquete. Muitos outros compraram também.

E quando a defesa do esporte, da modalidade e dos profissionais do basquete começou, quando o barulho começou a incomodar, eis que tudo passou a ser uma questão de política. Será que tudo foi questão de política?

Ora, se adotarmos o conceito mais próximo daquilo que os gregos antigos conheciam como política, tudo o que aconteceu foi sim, absolutamente político. A palavra política, tem origem na raiz “Polis”, a cidade-Estado grega. Política nada mais era que discutir a Polis. Se eu encaro o Palmeiras como minha vida, ali é minha Polis. E tudo que se refere à minha Polis, é política.

Mas se tomarmos o conceito mais moderno, mais contemporâneo, a política pode se referir à disputa pelo poder em uma determinada instituição. E , nesse caso, a luta pela defesa do basquete não teve nada a ver com política. Teve a ver simplesmente com amor. Com a mais absoluta paixão pelo Palmeiras.

Não poderia citar aqui todos os nomes que se empenharam nessa luta. Com certeza, esqueceria de alguém, ou o texto ficaria longo demais. Pois como afirmei, cada um ajudou à sua maneira. Com um tuíte, com uma curtida no Facebook, com um comentário no blog, com uma assinatura na petição on-line, ou mesmo com uma crítica. O basquete do Palmeiras ganhou muita visibilidade e o patrocínio virou questão de honra.

Aos meus amigos de arquibancada, sim, de arquibancada, vocês sabem quem vocês são e sabem o quanto se doaram pelo Palmeiras. A todos os que apoiaram o basquete, não preciso agradecer, pois todos o fizeram pelo Palmeiras. Aos que não apoiaram, aos que criticaram, aos que acreditaram que fazíamos algo por vontade ou interesse por algum tipo de poder no Palmeiras, vida que segue, companheiros. Todos somos palmeirenses. Todos queremos um Palmeiras forte.

Mas preciso aqui fazer uma menção especial a dois diretores do nosso clube. Dois amadores, na concepção máxima da palavra. Dinho, diretor de esportes olímpicos, e Siro, diretor de basquete. Incansáveis lutadores pelo basquete, pessoas que há anos se dedicam intensamente na reconstrução dessa modalidade no Palmeiras.

Preciso também fazer aqui meu agradecimento ao presidente Paulo Nobre. Hoje, presidente, você escreveu uma das mais bonitas páginas da história do nosso clube. Você, junto com sua equipe, aí incluído José Carlos Brunoro, conseguiram não jogar nossa história no lixo. Eu não tenho problemas em reconhecer que vocês fizeram um excelente trabalho, conseguindo R$2,5 milhões para o basquete para o próximo ano. É um dos maiores orçamentos da NBB. É dinheiro para montar um time campeão.

Nem sei se algum dia alguma dessas pessoas vai ler o que aqui está escrito. Ou se leu as críticas anteriores. Não sei o quanto tais críticas, e tantas outras, à morosidade com que o tema era tratado, foram importantes para que o patrocínio saísse. Mas deixei aqui meu registro dessa história, do que vivi no Palmeiras nessas últimas semanas.

Todos os que lutaram, pelo menos os que eu conheço, estavam apenas interessados na manutenção de um esporte. Esta aí. Está mantido. Vivo e mais forte do que nunca. Com um  lindo patrocínio na camisa e com uma torcida ensandecida à espera do início do Paulista, em agosto, e da NBB, em novembro.

Nota 10, Presidente. Como disseram hoje nas redes sociais: cesta de três pontos!

#AvantiBasqueteSEP

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10 comentários em “Cesta de três! De Paulo Nobre! É do Palmeiras!

  1. siro casanova
    maio 21, 2013

    Amigo , pelo menos da minha parte , digo que pude dormir ontem como há tempos não o fazia.
    É muito reconfortante atingir objetivos.
    Assisti há muitos anos atrás meu nonno ir para o Hospital logo após sermos campeões invictos contra o São Paulo ( 1972 ) , e vi meu saudoso pai voltar com febre depois de sermos eliminados pelo Penarol no Pacaembu (1960 ) e tudo isto me ajudou a ser FANÁTICO pela S.E.PALMEIRAS.
    Agora tento ajudar no Basket e demos um grande passo ontem.
    Conto com você e todos amigos da ARQUIBANCADA PALESTRINA para seguirmos atingindo grandee objetivos.

    Siro Casanova

  2. Léo Souza
    maio 21, 2013

    E agora que o basquete tem patrocínio na camisa e o futebol profissional não.. vamos cobrar a diretoria com a mesma intensidade ou não?????

  3. Ricardo Faria
    maio 21, 2013

    Quero agradecer a todos que colaboraram intensamente para essa conquista, quer como torcer, quer dando sua opinião, quer pedindo para quem tem voz na mídia gritar (João Canalha) e para quem pode como o João Malaia, botando a boca no trombone!!!!

    Também não podemos deixar de agradecer ao patrocinador Meltex, vocês foram de mais!!!!

    Agora cabe a nós, toda a nação Palmeirense, todos os amantes do basket, todos os moradores da Pompéia e região, fazer a nossa parte!!!!

    Vamos lotar o palestra!!!!

    “Não é mole não, aqui dentro ninguém ganha do VERDÃO!!!!!!”

  4. Kleber M
    maio 21, 2013

    Parabéns a todos nós e ao Verdão! E em especial à diretoria, que pelo jeito tirou um coelho da cartola, no último momento. abs

  5. Pedro
    maio 21, 2013

    Dinho e Siro, vocês nunca deixaram dúvida do quanto lutam pelo basket, e já não é de hoje. Bom saber que agora há um presidente que também se importa com a modalidade e possivelmente com outras que passam pelo mesmo sufoco que vocês passaram nos últimos dias. Parabéns!!!!

  6. Vitor Gomes
    maio 21, 2013

    João, mandei o Marcelo transmitir o abraço, mas venho “pessoalmente”. Sei que não foi fácil, mas a luta valeu a pena. Parabéns pela correria!

    Ano que vem preciso ir num jogo do basquete!

    Nos vemos em Itu sábado?
    Abraço!

    • arquibancadapalestrina
      maio 22, 2013

      Valeu, Vitão!! Vamos armar esse basquetão, sim!

      Cara, ainda estou no desespero para arrumr uma carona daqui de SP…

      Abs

  7. Joca! Já que ninguém ainda o fez, eu faço; eu agradeço imensamente todo o barulho que foi feito pela torcida, sócios, diretores e conselheiros pela manutenção do basquete, e o faço em seu nome.
    Foi esse ruído, que incomodou, pressionou, atazanou a Diretoria do clube e tornou a busca do patrocínio pra manutenção do basquete uma pauta central neste momento tão turbulento do Palmeiras. Não que o basquete fosse antes considerado desimportante: o Palmeiras hoje luta diariamente pra sobreviver, e a energia necessária ao projeto aconteceu graças à compreensão de que a manutenção da modalidade é parte essencial no processo de reconstrução do clube. E esta compreensão, não tenha dúvida, veio da enxurrada de textos, reivindicações, pedidos feitos pelos palmeirenses. E você foi um dos líderes do processo fora das estruturas formais do clube, e isso tem que ser reconhecido.
    Abração procê, e vamo seguindo

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Publicado em maio 20, 2013 por em Uncategorized.

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