Arquibancada Palestrina

Um blog de Palmeirense de arquibancada

Oportunidade para irmos da contradição à síntese

Por João Malaia (@jmalaia / @ArqPalestrina

A coisa tá ficando chata. Para todo mundo, posso garantir. Com o anúncio por parte de Brunoro e Nobre de que o futsal sub-20 e principal podem perecer, ou “hibernar” como disseram os mandatários ontem, mais uma guerra política se avizinha dentro do clube. Uma guerra que não deveria ser guerra, mas deveria ser vista como oportunidade.

Explico. Ideias opostas sobre uma determinada questão, se levadas ao esgotamento do debate (mesmo que isso seja impossível) trazem luz à questão. Impõem que concepções antagônicas se confrontem, fazendo com que cada lado busque fortalecer seus argumentos através do refinamento obrigatório que é realizado após a crítica. A crítica tem duas funções: a de minar a ideia oposta e a de fazê-la se revigorar, sob o risco de perder sua força e ser suplantada em definitivo.

O ideal é que desta contradição emerja uma nova realidade, uma síntese, nova, revigorada, cheia de outras contradições, de ideias opostas que vão fazendo a realidade se transformar. Portanto, as ideias opostas devem constantemente se chocar, se confrontar, apontar as falhas do opositor e crescer nas críticas da oposição.

Hoje, no Palmeiras, temos uma série de torcedores, sócios ou não, inteligentes e dispostos a ajudar o clube. Obviamente, se temos uma série de pessoas dispostas a ajudar, haverá concepções diferentes sobre o que se pode e deve fazer com o Palmeiras. Esta situação é muito clara hoje. Temos várias pessoas de competência em diversas áreas diferentes que estão dispostas a ajudar o clube. Sejam aquelas que estão apoiando ou trabalhando junto do presidente Paulo Nobre, ou os que estão criticando alguns aspectos da atual gestão.

Esta é uma oportunidade excelente para que o Palmeiras saia fortalecido. Pessoas inteligentes e competentes trabalhando de um lado, pessoas inteligentes e competentes trabalhando por outro lado.

Melhor: com um presidente que dá demonstrações claras de que reconhece quando erra e que ouve as críticas construtivas feitas pelos mais diversos canais. Ontem, por exemplo, Nobre assumiu como “fato lamentável” a silver-tape nas camisas do futsal e disse que nunca mais vai acontecer, inclusive apontando que isso teve consequências internas. Isso não diminui o erro, mas era a melhor maneira para se agir naquela situação, diante d toda a imprensa.

No momento, temos mais uma questão política que o presidente deve lidar. Assim como se deu na época do basquete, uma luta de parte dos sócios e torcedores se avizinha pelo futsal. Eu, pessoalmente, por acreditar que o futsal deve continuar, vou criticar o fato dos profissionais da gestão do clube aparecerem em público afirmando que uma modalidade pode “hibernar” por falta de patrocínio. Em minha opinião, isso denigre a imagem do clube. O que deveria ser feito era dizer que o futsal estava buscando patrocínio e que em breve uma série de ações seriam colocadas em prática visando a manutenção da modalidade. Vou criticar o fato de diretores passarem para os atletas que o futsal iria continuar até o final do ano e um mês depois os atletas ficarem sabendo, muitos deles pelo Facebook, que não iria mais ter futsal principal e sub-20. São pais de família ou meninos que ganham pouco e ajudam no sustento de suas famílias que foram enganados. Vou criticar o fato de acabarmos com as equipes no meio do ano, com competição para ser jogada e largar os caras na mão, neste memento, com as equipes todas formadas e com a dificuldade de se encaixar em outro elenco.

Mas não vou só criticar. Vou expôr argumentos a favor da modalidade, vou tentar expôr a situação para que os palmeirenses que não frequentam o ginásio possam entender melhor o que está acontecendo, sempre com o cuidado de não expôr pessoas que podem se prejudicar com esta história. Vou procurar desenvolver ações junto com jogadores, torcedores, pais de atletas das categorias de base para ajudar a modalidade. Vou entrar em contato com os caras com quem trabalho para tentarmos ajudar em um plano de marketing para o futsal, aliás já estamos pensando em algumas ações e vamos apresentar para a diretoria em breve.

Ontem, alguns torcedores estiveram na porta do CT para cobrar da diretoria a manutenção do futsal. Para vocês terem uma ideia, o Wesley, jogador do nosso time de futebol, parou o carro e foi conversar com os torcedores para saber o que estava acontecendo. Ficou pasmo ao saber que o Palmeiras poderia acabar com o futsal e mais surpreso ainda ao saber que com 80 mil por mês as atividades se manteriam até o final do ano. Na brincadeira, uma torcedora falou “Pô, Wesley! Você poderia falar com os caras aí e fazer uma vaquinha para manter o futsal, hein? Se cada um aí der um, dois mil reais já adiantava” E o cara respondeu: “Boa ideia! Vou falar com os caras aqui”. A torcedora indagou: “Vai nada. Você vai esquecer disso.” e Wesley respondeu “Vou nada. Pode me cobrar!”.

Isso vai acontecer? Os jogadores do campo vão dar dinheiro? Provavelmente não. Mas os caras vão saber que o futsal precisa de dinheiro, talvez conheçam alguém que possa patrocinar. Talvez possam fazer um amistoso com os atletas do futsal, ou podiam ter feito na folga da Copa das Confederações, com tempo, em nosso ginásio, se soubessem, se todos nós soubéssemos dessa situação quando nos passaram que o futsal iria continuar. Quem sabe a gente não possa fazer um evento lá no ginásio e alguns dos jogadores do campo comparecerem, chamamos a imprensa, gravamos depoimentos de jogadores do campo que passaram pelo salão, fazendo assim uma exposição do Palmeiras, mostrando a força da torcida, a união dos jogadores do campo, a disposição dos atletas em permanecer, o trabalho da diretoria e dos gestores profissionais em manter a modalidade.

São essas oportunidades que muitos de nós torcedores estamos dispostos a ajudar, a realizar, pela manutenção do futsal. E isso não pode ser visto como negativo para o clube. É um crítica, mas uma crítica construtiva. Penso eu.

E fico triste quando começo a ver a maneira como as pessoas defendem as posições contrárias. Começam as afirmações de que os que pensam diferente só querem conturbar o ambiente. Que o Palmeiras é futebol. Que o marketing não tem que se preocupar com o futsal. Que quem critica faz oposição predatória, revanchismo, críticas com o fígado.

Eu, sinceramente, não entendo. Ao invés de ouvirmos as propostas, de sentarmos à mesa, de nos tratarmos com respeito, de ouvirmos o que cada um fala, toma-se uma atitude defensiva ao extremo. A crítica passa a ser desqualificada. Digo isso pelo lado daqueles que defendem a gestão de Paulo Nobre com unhas e dentes. Mas também acontece isso do lado dos que criticam.

Eu confesso uma coisa: isso me deixa triste e me enche o saco. Cria situações de confronto e inimizade com pessoas que, por mais que pensem e tomem atitudes diametralmente opostas das minhas, são palmeirenses. Eu não tenho interesse político nenhum no Palmeiras. Sou sócio do clube e mal ponho os pés lá. Frequento apenas o ginásio em dia de jogos, coisa que nem preciso ser sócio para fazer. Não quero confronto com ninguém, só quero ajudar o Palmeiras. E isso também se faz com críticas. Principalmente com críticas construtivas.

Seria ótimo se todos se unissem em prol da manutenção do futsal. Na minha opinião, seria bom para o Palmeiras, mas seria bom também para mostrar que todos estão lutando juntos pelo clube. Seria legal se todos os veículos da Mídia Palestrina estivessem juntos na busca por um patrocínio, ajudando a desenvolver ações pela manutenção do esporte. Seria legal ver os jogadores de futebol ajudando, oferecendo sua imagem em ações voltadas para a obtenção de patrocínios. Um “media training”, com a molecada das categorias de base e com os caras do futsal principal, divulgando no site, nas redes sociais, chamando um cara legal para filmar tudo, para editar e mandar para possíveis interessados. Convidar possíveis patrocinadores para o evento, lotar o ginásio, uma grande cobertura dos sites e blogs palmeirenses. Seria legal se todos fossem transparentes com aqueles que estão dispostos a ajudar e tivessem avisado com mais tempo que o futsal poderia acabar, ter envolvido todo mundo há mais tempo para que as iniciativas pudessem ser pensadas e executadas. Seria legal ver isso. Mas ainda há tempo. É uma grande oportunidade de fazer da contradição, uma síntese.

O importante é seguir acreditando e lutando.

__________

Como frequento o ginásio, vejo jogos das categorias de base e principal do futsal e do basquete. E não vou aqui de novo explicar o que penso sobre a valorização possível da marca do clube com um bom gerenciamento dessas modalidades. Isso eu fiz exaustivamente com posts sobre o basquete.

Só para dar um exemplo: os gambás não são exemplo de gestão? Então, eles expõem a marca deles no futsal, no UFC, no surfe, no futebol americano e existem projetos para a entrada em várias outras modalidades. Cada modalidade deve ser gerida de maneira independente, com patrocínios independentes, ações de marketing diferenciadas, talvez até um setor de marketing separado para as modalidades olímpicas. Deveriam negociar contratos de fornecimento de material esportivo de maneira separada, podendo ser até a mesma para todas, mas desde que negociadas separadamente.

No entanto, o futsal tem uma particularidade, diferente do basquete e de todas as outras modalidades do clube. Tem o potencial de revelar jogadores para o campo. E a diretoria, de maneira acertada, anunciou a integração dos dois setores: campo e futsal. Desde o sub-7 os meninos serão observados para poderem ir alimentando o campo.

Só que de um monte de meninos que jogam futsal, são muito poucos os que vão conseguir vingar no campo. Portanto, devemos ter espaço para que os talentos que não podem ser aproveitados no campo tenham ambição no clube constantemente, que se não conseguirem jogar no campo, que joguem na equipe principal, que disputa as principais ligas do país, ao vivo na televisão, com ginásio lotando, ganhando salários que podem chegar a 20 mil reais, se a equipe for bem gerida. E é aí que entra o futsal sub-20 e o principal: na possibilidade de continuar alimentando o sonho da molecada de ser jogador profissional, tanto no campo, como no futsal.

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12 comentários em “Oportunidade para irmos da contradição à síntese

  1. Fernando Galuppo
    julho 3, 2013

    Assino embaixo. Como sempre, uma aula de democracia e livre-expressão.

  2. Roberto
    julho 3, 2013

    Mas esse senhor que chamam de CEO disse que só assumiria o cargo se comandasse tb o esporte amador. Bom, achei que ele tinha planos para o mkt. Não. Era para acabar com o esporte amador, então? Bom, achei ótima a ideia de produzir uma grande festa para arrecadar dinheiro. Uma por mês. Se conseguirmos uma local na faixa, pode-se vender o ingresso a R$ 80. Mil pessoas bastariam, sem contar o lucro na bebida. Pensem nisso.

  3. siro casanova
    julho 3, 2013

    João , claro e objetivo . Só não concordo com agressões verbais e ameaças vindas de pessoas que infelizmente não ajudam em nada .

  4. Sérgio Vieira
    julho 3, 2013

    João, acompanho o pessoal do Futsal, desde 2008, quando Palmieras tinha uma parceria com a Prefeitura de Osasco, sei de vários episodios em que a comissão técnica, pôs a mão no bolso para os jogadores comer um lanche, ou mesmo de pedir por favor para treinar em quadra sem iluminação ou condição. a equipe principal do futsal competiu pela insistência do Técnico Walmir de Souza, comeu o pão que o diabo amassou, mas como bom profissional nunca abandou o Futsal do Palmeiras. Com toda a certeza, se a atual administração não conseguir um patrocínio para manter as equipes principal e sub20, peçam renúncia, pois não estão preparados para administrar o clube. Não é possível, treinar, jogar e ainda prospectar patrocinio, essa função é do departamento de MKT, não da comissão técnica. Acorda Diretoria!!!!

  5. Fernanda Haag.
    julho 4, 2013

    puta texto! ideias excelentes!

  6. Léo Souza
    julho 4, 2013

    João,

    Respeito muito sua opinião, tanto que entro aqui todo dia pra ler o que vc escreve, seus textos são sempre bons e realmente me fazem pensar. Mas, como no caso do basquete, me permita discordar um pouco.

    (desculpe o julgamento de valor dessa primeira parte, pode até soar como preconceito, mas digo isso baseando-me em amigos que tenho. Por favor diga-me se estiver errado.)
    Você, como a maioria das pessoas da FFLECH, pensa sempre em como as coisas deveriam ser, como seria um mundo ideal onde os interesses de todos fossem atendidos. Não está errado. Acho isso louvável, até. Mas o mundo do marketing é totalmente diferente. É a análise do que está acontecendo, da situação atual, o famoso “trabalhar com o que temos pra hoje”. Eu, como graduado em marketing e aluno de pós graduação, penso dessa forma, por isso sou sempre taxado de “acomodado” e “reaça” por muitos dos meus amigos de humanas. Assim como vc tbm deve pensar.

    Assim, temos que pensar na situação em que o clube está hoje. Não em como ele deveria estar. E está uma bosta. A dívida está grande pra caralho, aumentando, e não temos patrocinador máster no futebol, que é o carro chefe do clube. O Flamengo vive situação parecida, também está na merda e também está implantando gestão profissional… fez o que? Cortou os esportes olímpicos.

    No marketing, uma das primeiras coisas que aprendemos é que a chave do fracasso é querer agradar a todos. Você precisa analisar o mercado e a demanda, segmenta-los, escolher um público alvo e focar nele, somente nele. Aí que entra o famoso cobertor curto: ou cobre o peito, ou cobre o pé, e vc precisa escolher um. E, como já foi falado, “escolher os dois” é pedir pra se fuder. Foi feita uma análise, e tanto no Verdão quanto na mulambada a prioridade foram os esportes que dão mais visibilidade ao time.

    É claro que o IDEAL seria dar atenção a todos os esportes. Os gambás são um exemplo, sim. Mas vê se tinha MMA e surfe em 2009. Os caras acertaram o futebol, deixaram um time bom em campo, começaram a ganhar dinheiro com isso, e aí sim, com grana na mão, começaram a diversificar os investimentos. Não dá pra comparar a situação atual deles com a nossa, nem de longe. O que dá para comparar é a atual nossa com a deles em 2008, ambos na série B e com voto direto recém-instituído. Estamos 5 anos atrás deles, por mais que doa dizer.

    A situação no Palmeiras é: não há dinheiro pra grandes investimentos, temos que escolher uma prioridade. Na minha humilde opinião de marqueteiro, enquanto não há patrocínio máster no futebol, não se deve gastar além do necessário com outros departamentos. Com time na série A, patrocínio lucrativo e time de futebol voando em campo, aí começamos a cobrar os outros investimentos. Por enquanto, se a diretoria tomasse essa atitude seria totalmente passional, e não profissional, que foi justamente o que eles prometeram ser.

    Desculpe o texto grande. Abs.

    • arquibancadapalestrina
      julho 4, 2013

      Léo,
      Sabe que apesar de ser “da FFLCH” sou professor do primeiro mestrado profissional em Gestão do Esporte no Brasil, na Uninove. E minha linha de pesquisa é a de marketing esportivo.
      Se você leu o post deve ter percebido que eu falei em gerenciar os esportes de maneira independente e nunca falei para colocar dinheiro do futebol em outro departamento.
      Você deve ter percebido que apesar de eu ter uma visão idealista, também sei bem como as coisas andam e por isso propus uma ação que o clube não tira um centavo do bolso para fazer.
      Essa ideia foi discutida com toda a equipe de marketing do mestrado que trabalho, todos mestres e doutores.
      Como sou historiador econômico (meu doutorado é nessa área), enveredo pelo caminhos de uma área que é o “critical management” e “critical marketing”, além de trabalhar com aportes teóricos da Teoria da Cultura do Consumidor.
      O que falo não é pautado em um idealismo de “quem é da FFLCH”. Sou marxista, socialista, idealista. Mas eu proponho soluções. Eu dou a cara para bater. Eu não me acomodo com falta de criatividade e incompetência. Se precisávamos de patrocínio, como deixam o time aparecer na Sportv com as camisas cobertas com silver-tape?
      Não precisa ser pesquisador do marketing esportivo para ver que estão fazendo inúmeras cagadas com o marketing.
      Aceito que você discorde, aliás, este é um espaço para discutir, mesmo. Se for para discutir no nível mais acadêmico sobre marketing esportivo, aí o que esses caras estão fazendo é case de como não fazer marketing esportivo.
      Abraços, João

      • Léo Souza
        julho 4, 2013

        João,

        Mais uma vez, desculpe se o comentário pegou mal, e realmente não sabia desse seu outro lado. Não duvido do seu conhecimento e bagagem teórica, que aliás com certeza é bem maior que a minha.

        Sobre essa questão da silvertape não há o que falar, pra isso não há desculpas e com certeza sujou a imagem do clube. Tem mais é que ser cornetado mesmo!

        Mas a minha questão de priorizar o futebol não diz respeito só a dinheiro, mas a tempo e energia investidos. Na minha opinião, enquanto o time estiver na série b e sem patrocínio faltando 6 meses para o ano do centenário, trabalhar num projeto para isso deve ser prioridade zero! O futsal pode esperar 6 meses ou 1 ano, o futebol, atualmente, não.

        Olha o que o PN falou pro L!: “Praticamente não paguei nada, e a dívida aumentou um pouco. Não tem patrocinador novo, nem novas fontes de receita. A Meltex (parceria do time de basquete) é fonte nova de receitas, mas na verdade vamos deixar de ter o custo com o basquete. Está se desenvolvendo um trabalho para equacionar essa dívida. É uma divida grande”.

        Como eu já disse, claro que o ideal seria ter um departamento pra cada esporte que atuassem de forma independente, assim como você propoe. Mas não é isso que acontece. Na atual situação, com dívida até o talo, qualquer investimento é um sacrifício, então há de se escolher aqueles com mais chance de retorno.

        Eu concordo com tudo o que você fala, assim que deveria ser mesmo. E sei lá se sou muito acomodado mesmo, pq eu vejo impossibilidade onde vc vê incompetência…
        abs.

  7. Enrique Guillen
    julho 10, 2013

    João, novamente parabéns pelo texto e agradeço o apoio,,
    abç

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Publicado em julho 3, 2013 por em Uncategorized.

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