Arquibancada Palestrina

Um blog de Palmeirense de arquibancada

Bem-vindo a São Paulo, Palmeiras.

Por João Malaia (@jmalaia). Colaboração de Marcelo Ricci (@marcelorricci).

Palmeiras é de São Paulo. A história mostra isso. Os números comprovam. O público da capital agradece a volta do nosso time para nossa cidade.

Bem-Vindo

Nesta sexta-feira, o Palmeiras voltará a jogar na cidade que nasceu e que fincou profundas raízes sociais, culturais, políticas e econômicas. Encontrará novamente os torcedores que estão sempre com o time. E que desta vez poderão voltar para suas casas e ter uma noite de sono agradável após a partida. Que não terão que fazer viagens a Itu, ou a Araraquara, ou a Presidente Prudente para ver o seu time jogar.

O Palmeiras é da capital paulista. Suas raízes históricas estão fincadas nesta cidade. Felizmente, nossa grandeza se fez tamanha que torcedores de outras cidades, como eu, se identificaram com o que este clube representa simbolicamente. E por isso, temos torcedores nos quatro cantos do mundo. No entanto, não se pode esquecer que a casa do Palmeiras está na cidade de São Paulo. E o Palmeiras não joga na cidade de São Paulo há muito tempo.

A última vez que jogamos na capital paulista, foi na tenebrosa eliminação para o Tijuana, dia 14 de maio, há exatos 57 dias. E não estamos de férias. Havia jogo em casa e nós atuando em outras praças.

Chegou a hora de voltarmos para nossa casa, ainda que seja a casa alugada. Mas já alugamos essa casa muitas vezes, conquistamos inúmeros canecos ali. Neste ano, jogamos 14 vezes no Pacaembu, com 10 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Um aproveitamento de 71,42%, mesmo disputando quatro partidas pela Libertadores (3 vitórias e uma derrota, 75% de aproveitamento).

Fora de São Paulo, mesmo jogando apenas jogos da série B, apresentamos basicamente o mesmo aproveitamento: 75%. Jogando uma competição de menor calibre. O campeonato Paulista é muito mais difícil de ganhar que a série B.

A média de público mostra que, apesar de ser baixa em ambos os casos (fora a Libertadores), o público comparece mais no Pacaembu. E ainda há um dado que nós, torcedores, não podemos estimar: quantos torcedores de São Paulo se deslocam para as praças do interior para acompanhar o time. Dados do Avanti poderiam dar uma estimativa, bem como números de caravanas das organizadas que partem da capital. Vejamos apenas os dados brutos de público para comparar.

No Pacaembu, tivemos duas competições até agora, em 2013. No Paulista (apenas jogos da chata e morna primeira fase), tivemos média de 7.932 pagantes por jogo. Na Libertadores, com três jogos da primeira fase e um jogo de oitavas de final, média de 26.432 pagantes por partida. No geral, o público médio das 14 partidas disputadas (10 no Paulista e 4 na Libertadores) foi de 13.217 pagantes por partida.

Fora da cidade de São Paulo, o Palmeiras disputou quatro partidas, todas pela série B. Três em Itu (com uma partida inflacionada para 60 pila, uma a 40 e outra com promoção de 20 reais), com média de 6.050 pagantes por jogo. Em Prudente, 7.543 pagantes, elevando a média do tour para 6.423.

Se formos analisar o que aconteceu ano passado, na reta final do Brasileiro, quando o time precisou demais da torcida, a coisa fica feia:

Palmeiras 1 x 2 Santos: 22.020
Palmeiras 0 x 0 Grêmio: 12.035
Palmeiras 3 x 1 Sport: 29.409
Palmeiras 0 x 2 Corinthians: 26.068
Palmeiras 2 x 0 Ponte Preta: 29.739

Média de público: 23.854 por jogo.

Aproveitamento: 46,6% (com dois clássicos)

Palmeiras 0 x 1 Coritiba: 10.655 (Araraquara)
Palmeiras 2 x 0 Cruzeiro: 9.873 (Araraquara)
Palmeiras 2 x 2 Botafogo: 13.228 (Araraquara)
Palmeiras 2 x 3 Fluminense: 8.361 (Presidente Prudente)

Média de público: 10.529 pagantes por jogo.

Aproveitamento: 33,3%

Os torcedores do interior não abraçaram o time como ele vinha sendo abraçado no Pacaembu. O baque foi logo no jogo contra o Coritiba. Milhares de palmeirenses se deslocaram da capital. Quem foi lembra de ver o Graal lotado de palmeirenses. Mesmo com a participação em peso do torcedor da capital, viajando para ver o time jogar, não conseguimos fazer um jogo no interior com 15 mil pagantes. No momento que o time mais precisou, a torcida do interior não compareceu. No Pacaembu, semanas antes, colocamos quase 30 mil contra Sport e Ponte Preta, ganhando os dois jogos.

O Palmeiras, quando vai ao interior é atração. E atração só funciona enquanto é novidade. Quando passa a ser algo contante (Araraquara, Itu e Prudente), fica chato. Sei que pode ter alguém que é do interior e tenha ido. Mas a massa não foi. É um fato. É numérico. Não sei se os resultados seriam diferentes. Fato é que a torcida da região em que os jogos foram realizados não compareceu. Por que o Palmeiras é de São Paulo. Aqui ele sempre vai ter público. Ele não é atração. Faz parte da vida cotidiana de muitas pessoas.

A torcida do Palmeiras, a mesma para a qual jogará sexta-feira, é responsável direta pela punição que nos afastou da cidade. Fato é que foram duas punições. A primeira punição, a que nos levou para Araraquara, aconteceu no Palmeiras e Gambá, quando uma turma das cadeiras laranjas quebraram as cadeiras e arremessaram no campo e uma turma da arquibancada invadiu as numeradas cobertas para ir atrás de Frizzo e Tirone. Depois, em Araraquara, com o time no desespero, houve briga de torcedores na arquibancada com a PM. E mais punição para o Palmeiras. Ok, passou. Pagamos. Voltemos à nossa casa.

Me desculpem todos os torcedores que não moram próximo de São Paulo e não podem ir ao jogo do Palmeiras com frequência. Em minha defesa prévia, afirmo aos senhores que tenho menos tempo de morador da capital paulista do que morador de outras cidades. De São Paulo capital, tenho apenas 7, dos 39 de vida. Apenas cito esta informação para que não pensem que só digo isso por que moro na capital paulista. Já sofri muito por morar fora e não poder ver o Palmeiras de perto.

Mas chegou a hora de voltar para sua cidade, Palmeiras. Estaremos aqui para te apoiar. Ingresso na mão e turminha combinada. Bem-vindo à sua cidade, Palmeiras.

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3 comentários em “Bem-vindo a São Paulo, Palmeiras.

  1. Claudio Longo
    julho 10, 2013

    Boa noite a todos, Parabéns João Malaia, você analisa de forma correta, o desempenho do Palmeiras , no estádio municipal que foi inaugurado com um torneio que teve o Palmeiras como campeão sobre os gambas , em Abril de 1940, um fato que é marcante já que o clube é o maior detentor de títulos e conquistas na cancha municipal !

  2. Raul Martins Dias
    julho 14, 2013

    1. Eu moro em Brasília, e sou contra o Palmeiras mandar jogos em qualquer lugar que não seja em São Paulo. Inclusive, se a diretoria resolver trazer jogos para Brasília, me posicionarei contra. Claro que, nas primeiras rodadas, foi um motivo de força maior, mas, fora disso, nossa casa é São Paulo e ponto final.

    2. Dentro de São Paulo, a única opção aceitável de estádio, enquanto a nossa arena não estiver pronta, é o Pacaembu. Espero que a diretoria tenha entendido isso de uma vez por todas. E, se não tinha entendido antes, que a casa cheia contra o ABC os tenha feito entender.

    3. VAMOS PALMEIRAS!!! Sexta-feira não tive como ir, por causa do trabalho, mas espero poder ir nos próximos jogos em casa.

  3. Marco
    julho 14, 2013

    A aparente análise coerente e equilibrada, quando vista com maior profundidade se mostra provinciana e limitada.
    O ponto mais importante sobre desempenho de um time e presença de público nunca poderia vir isolada do momento pelo qual passa a equipe.
    Com um time em baixa, cheio de incertezas e sem apresentar resultados o público se afasta, seja em São Paulo, Araraquara ou em Macapá.
    Cansamos de ver públicos ridículos, dignos de jogos da Rua Javari nesse mesmo Pacaembu que o Palmeiras inaugurou e conquistou títulos. O Palmeiras jogar para quatro ou cinco mil pessoas, em um estádio central de uma cidade com mais de vinte milhões de habitantes é verdadeira piada e isso ocorreu por diversas vezes. Bastaria que cada palmeirense residente na capital fosse a apenas um jogo por ano, para ter o Pacaembu lotado em todas as partidas do Palmeiras.
    Ressaltando, o que conta de verdade é que com o time em evolução, estando em boa fase, o público aparece.
    Não se pode esquecer também de que mandar esses últimos jogos oficiais fora da capital foi uma imposição, uma punição pela atitude irracional de torcedores que levaram o Palmeiras a perda de mandos.
    Colocou-se em vários locais da Mídia Palestrina a situação como uma opção do clube e uma punição à torcida local.
    Normalmente se esquece de que somente com a torcida local, o Palmeiras não seria nada além de uma Lusa sob o aspecto comercial. Graças ao grande número de torcedores espalhados pelo país o clube que é a terceira torcida do Brasil, apesar de pesquisas suspeitas tentarem nos convencer do contrário, o Palmeiras pode fazer contratos publicitários e receber cotas de TV que permitam a contratação de jogadores de time grande.
    A fundação da Societá Palestra Itália foi na cidade de São Paulo, mas desde o seu início o objetivo era o de integração de toda colônia italiana que chegava ao Brasil e se espalhava pelo país, especialmente pelo interior o Estado. Por essa razão, era comum o Palestra fazer jogos em locais de grande concentração de sua colônia.
    Hoje, pela falta de visão e informação, alguns torcedores tratam o Palmeiras como um clube do seu bairro menosprezam a existência da sua torcida fora dos limites do município.
    Voltando a questão do momento do time e colocando a situação da escolha do local para mandar jogos fora da capital, quando por alguma razão isso for necessário, pode-se apresentar dois exemplos recentes.
    Em 2012, jogando como visitante contra o Botafogo de Ribeirão Preto, a torcida palmeirense lotou os dez mil lugares reservados a ela no Estádio Santa Cruz e só não levou mais público pela organização falha do Botafogo, que não tinha interesse em jogar como visitante em seu próprio estádio.
    Outro exemplo aconteceu no Paulistão deste ano, quando o Oeste de Itápolis escolheu o Teixeirão em São José do Rio Preto para enfrentar o Palmeiras. Era uma quarta feira à noite, jogo da TV, com o Palmeiras sem elenco e fazendo o segundo jogo após o rebaixamento. Publico presente (oficial) de mais de onze mil pessoas.
    Não se discute que a casa do Palmeiras é a cidade de São Paulo. Entretanto, a questão é outra, o Palmeiras cumpriu punição pela ignorância de torcedores e teve que mandar jogos fora da capital. Poderia ter escolhido cidades com melhor estrutura e melhor potencial para público, teria muito mais gente nos estádios, mas é inegável que o momento do time supera tudo isso. Nesse ponto a análise foi limitada, como foi provinciana quando trata o Palmeiras como um clube de bairro e não um gigante nacional.
    Com o Allianz Parque teremos uma nova realidade, a nova casa do Palmeiras e ocasiões onde o estádio estiver alugado obrigará o Palmeiras a mandar seus jogos fora de lá. Quando isso acontecer e o Pacaembu estiver com seu uso impossibilitado, qual será a solução, escolher a Javari? Isso sem contar que corremos o risco de ter outros iluminados fazendo besteiras, ocasionando perda de mandos. Interessante é que em todo esse processo os verdadeiros responsáveis pelos jogos fora do Pacaembu foram poupados de criticas.

    E NUNCA PODEREMOS ESQUECER:
    A FORÇA DO GIGANTE PALMEIRAS ESTÁ NO TODO, NA UNIÃO DE SUA NAÇÃO!

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Publicado em julho 10, 2013 por em Uncategorized.

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