Arquibancada Palestrina

Um blog de Palmeirense de arquibancada

Para emocionar! E que venha o 5º jogo!

Fofo: Fabio Menotti/ Agência Palmeiras

Por João Malaia

Faz tempo que não escrevo para o blog. Quase três meses para ser mais exato. Os motivos são vários, muitos mesmo. O principal deles é que de um tempo para cá, minhas postagens tinham muito mais a ver com questões políticas do Palmeiras do que em compartilhar com as pessoas o meu sentimento da arquibancada. Este deveria ser o intuito sempre deste blog. Mas as coisas foram sendo levadas para outros caminhos, eu acabei me envolvendo demais em questões políticas do clube e precisei dar um tempo de tudo.

Hoje, senti vontade de escrever. Aliás, não foi nem hoje, foi ontem. Mas ontem não tive condições. Cheguei em casa do jogo tarde da noite e o cansaço não me permitiu. Hoje, o trabalho me impediu de entrar aqui mais cedo. Mas agora, arranjei um tempinho e venho aqui compartilhar com vocês meus sentimentos, minhas impressões sobre os jogo de ontem do Palmiras/Meltex contra o São José.

Primeiro de tudo, e para quem não sabe, eu sou de São José. Aprendi a ser torcedor nas arquibancadas do ginásio Tênis Clube vendo Zé Geraldo, Ubiratan, Nilo, Marcelo Vido, Pipoca, Jarrão e tantos outros jogadores que me fizeram ser o torcedor que sou hoje. Foi ali naquele ginásio que aprendi que torcedor faz sim, e muito, a diferença em um jogo.

Dito isso, imaginem meu sentimento ao ver jogos de playoffs entre o Palmeiras e São José. O jogo entre um time de basquete que ajudei a ser mantido no clube (a despeito da  vontade do sr. Brunoro em acabar com a modalidade profissional no clube) contra o time da minha cidade, o time que me ensinou o que era torcer. Na realidade, não tive dúvidas em torcer para meu clube de coração, mas confesso que é uma sensação pra lá de estranha.

O São José é um timaço. É o atual vice-campeão brasileiro. Tem jogadores de excelente nível técnico, como Quesada e Laws. Tem excelentes atiradores de 3 pontos: os dois citados, mais Dedé e Jefferson. Sente a falta de Fulvio, que está machucado, e de Murilo, que saiu do time. Mas ainda assim, é um timaço. Se classificou em 7º lugar, contra o nosso  10º.  Era o favorito absoluto para a série de 5 jogos. Era.

Quando a série começou, mostramos no primeiro jogo que não entraríamos de figurante nos playoffs. Jogo apertado, na casa do adversário, com prorrogação, a bola do jogo nas mãos de Neto e uma derrota doída por um ponto. O segundo jogo, também no Vale do Paraíba, foi aquele da briga entre torcedores do São José e jogadores do Palmeiras. Perdemos em um jogo nervoso, com muitos erros da arbitragem e muita tensão em quadra. As coisas pareciam perdidas. 2 a 0 São José.

Mas eis que surge o Alviverde imponente. E junto dele, a torcida que canta e vibra. E aí, amigos… a coisa fica complicada para nossos adversários.

O primeiro jogo, domingo, foi um atropelo. Jogamos demais, muito mesmo. Os jogadores do São José pareciam estar em choque. Não conseguiam jogar. A torcida do Palmeiras lotou o ginásio, cantou o jogo todo. E foi lindo ver figuras tradicionais da arquibancada do futebol, presentes no ginásio: Messias Neves, Marcos Robinho, Ademir e tantos outros que foram até o Palestra para ajudar nosso basquete a ser o que sempre foi. Protagonista.

Junto dessa galera, outros tantos que se entregam de corpo e alma ao basquete alviverde, como os integrantes da Torcida Inferno Alviverde, além de um dos palmeirenses mais apaixonados que conheço, Fernando Galuppo. Todos estavam lá para ajudar o Palmeiras a fazer história. E assim foi. Vencemos por larga vantagem e forçamos a 4ª partida.

Mais uma vez, para esta decisão, ginásio lotado. Betão, nosso técnico, conseguiu colocar na cabeça dos jogadores que eles estavam com a caneta nas mãos para escrever mais uma bela página da nossa história. E eles escreveram.

Sabem o que me emociona nesse time? Eles tem colhão. Eles passaram por poucas e boas no ano retrasado, ano passado e neste ano. Após nos livrarmos do rebaixamento com uma arrancada histórica, os jogadores ficaram a esperar a manutenção do time, tiveram propostas e esperaram o Palmeiras. Apostaram na força da torcida, apostaram na palavra daqueles que nunca desistiram. Depois vieram problemas no Paulista e no começo da NBB. Veio a dispensa do Caleb Brown, a saída de Ênio, a chegada de novos jogadores. Cobranças aconteceram por parte da torcida quando o time começou a cair na tabela.

Mas, como disse, eram homens que estavam ali. Eles se fecharam. Passaram a jogar cada jogo como se fosse o último da vida. A classificação aos playoffs veio e eles agora estão provando que no basquete, tudo pode acontecer.

Ontem, no Palestra, demos mais um show. Torcida e time, time e torcida. Cada bola que caía era comemorada como um gol. Cada ataque do São José era uma saraivada de vaias. A torcida incendiou o Palestra.

Jefferson, do São José, não aguentou a pressão. Aqui em São José disse para um torcedor, em tom desafiador, que estava pronto para jogar no Palestra. Não estava. Caiu na pilha da torcida, errou bolas bobas, encarava os torcedores para ele mesmo ver se conseguia se superar e não conseguia. Errou lance livre, bandeja, bola de três, tomou a quinta falta, saiu gesticulando e gritou para a torcida “Quero ver lá! Lá a gente vai ver!” e tomou uma técnica, mesmo excluído.

Então, tá, Jefferson. Você quer ver lá? A gente também quer. Seremos 250 palmeirenses alucinados, gritando a todo instante, contra 2.250 torcedores do São José. E você duvida que seremos ouvidos? Dúvida que estaremos a plenos pulmões fazendo valer a nossa máxima do hino: “torcida que canta e vibra”? Não duvide.

Chegou a hora, pessoal. Chegou a hora de nós escrevermos a história. Na história do Palmeiras, os capítulos são escritos com tinta de sangue. E o capítulo do basquete, ainda mais. Não ganhamos nada. Apenas o direito de decidirmos o quinto jogo dos playoffs.

Nossos jogadores merecem isto. A comissão técnica merece isto. A torcida merece isto.

Estaremos a postos. 250 palmeirenses que se multiplicarão dentro do ginásio. Um time de jogadores que sabem que tem a chance de escrever a história. Um adversário altamente qualificado e apoiado por uma torcida enlouquecida e acostumada com decisões. Tudo para ser um grande jogo de basquete. Tudo para que possamos ter uma tarde inesquecível. Tudo para escrevermos mais uma página linda da nossa história.

Parabéns a todos os que acreditaram neste sonho. A todos que lutaram dentro e fora da quadra para que este momento pudesse se apresentar diante de nós. Parabéns.

E um parabéns especial ao Tiagão. Parabéns pelo seu filho que nasceu no domingo. Seja bem-vindo, Vinícius.

 

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Um comentário em “Para emocionar! E que venha o 5º jogo!

  1. siro casanova
    abril 16, 2014

    Até que enfim você voltou a escrever e como sempre muito bem.
    Seria injusto comigo mesmo se não te dissesse que você está mais “longe” de nós , e me refiro principalmente a mim que te considero demais , mas o sangue verde falou mais alto e seja muito bem vindo porque precisamos de seus comentários.

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Publicado em abril 16, 2014 por em Uncategorized.

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