Arquibancada Palestrina

Um blog de Palmeirense de arquibancada

A revolta com a postura que envergonha os palmeirenses

Por João Malaia (@jmalaia)

Até o episódio com Alan Kardec, sempre escrevi neste blog que tinha esperanças em Paulo Nobre. Que meu problema era única e exclusivamente com os incompetentes que formam o grupo de gestores profissionais do Palmeiras. Cansei de meter o pau em Brunoro e sua turma, tentando mostrar a incompetência latente destes senhores em tocar um clube da grandeza do Palmeiras.

Foram muitos os casos, as pipocadas, as escorregadas, os discursos pífios, os argumentos imbecis e as vergonhas nas mãos desses caras. Não dá para esquecer o papelão desses que não conseguem um patrocínio master no ano do centenário do clube, que fizeram de tudo para encerrar o basquete profissional sem conseguir um patrocínio de 2 milhões para o ano do centenário e que mandaram o time de futsal para jogar em Orlândia, contra o time do Falcão, ao vivo na Sportv, com silver tape cobrindo o patrocínio da KIA.SomosTodosBananas

Mas o episódio Kardec fez com que perdesse todas as esperanças em nosso presidente. Qualquer crítica no Palmeiras, particularmente nesta gestão, logo é caracterizada como política. Há algum tempo postei isso no Twitter. Que a partir do segundo semestre deste ano, este tipo de situação iria se tornar ainda mais aguda. Nunca fui acusado de estar fazendo política no Palmeiras quando detonava B1 e B2 aqui neste blog. E olha que eu pegava pesado com os caras. Mas com Nobre, na primeira vez que critiquei a postura da gestão profissional em acabar com o basquete (com um projeto barato, altamente agregador de “ativos intangíveis”, para usar o linguajar dos gestores) logo fui bombardeado com uma tropa de choque internética me acusando de politiqueiro e outras merdas.

Portanto, não vou me surpreender se de novo for acusado de estar favorecendo este ou aquele grupo político no Palmeiras. Que fique claro: só apoiarei um grupo político no Palmeiras se a proposta do mesmo for a tomada do poder por ato revolucionário e com o propósito de mudar completamente a estrutura do clube, entregando o poder aos sócios e sócio-torcedores que devem se organizar para participar de assembleias com poder deliberativo. A partir dessas assembleias, seriam organizadas comissões sem poder deliberativo e com membros rotativos que tocariam as várias áreas do clube e sempre assumindo as diretrizes das assembleias e prestando contas aos associados. Sonho? Utopia? Foda-se. É assim que eu penso. Tem algum grupo político que chegue perto dessa proposta? Não. Então, não me venham com acusações de politicagem.

O que venho aqui expor é a minha total revolta com aqueles que não estão à altura da grandeza do gigante Palmeiras. Escondem-se sob a bandeira da austeridade e das contas em dia, mas não conseguem meter um patrocínio master na camisa. Difícil explicar esta equação para o torcedor comum. Hoje, saiu no UOL que o Palmeiras teria 30 milhões da Caixa. Tudo bem, não vamos discutir essa questão. Mas será que o Palmeiras não consegue 20 milhões no ano? E 20 milhões não ajudariam a manter Kardec? E patrocínios pontuais, na manga, na barra da camisa?

E outra: e esse contrato com a Adidas? Que vende camisa do Palmeiras igual água e nos paga uma ninharia? Que está deitando e rolando com nosso centenário? Que não paga um centavo para vestir o nosso basquete?

Mas para mim, o mais triste, o mais deprimente é a constatação que tive ontem, após uma conversa com um grande amigo meu com o qual converso quase todos os dias. Voltávamos de carro de São Paulo para São José após um dia de trabalho na capital. Ele, flamenguista, ouve muito das minhas lamúrias e desgostos com essa atual gestão. Falávamos sobre a entrevista de Aidar. De como Nobre levantou a bola para o cara nos humilhar publicamente, nos apequenar e fazer com que o são-paulino viesse tirar ainda mais sarro da nossa cara. Não bastava terem roubado nosso principal jogador, ainda tinham que ter a chance de tripudiar em cima da gente.

De repente, perguntei: “André, como você acha que estão sendo as ações do Centenário do Palmeiras?”

Ele me respondeu: “Se não fosse estar contigo quase todo dia, você falar tanto do Palmeiras e eu gostar bastante de futebol… acho que nem ia saber que é centenário do Palmeiras”.

Eu: “Cara, é isso que eu te falo. Quer ver? Me diz aí sobre ações de clubes que já fizeram 100 anos”

E aí ele começou a falar dos eventos do centenário do Flamengo, do Fluminense, do Vasco, dos gambás… E não conseguiu falar de uma ação de impacto para o nosso centenário. E parmerada… faltam menos de quatro meses para o nosso centenário. É uma vergonha.

E o que esses caras continuam fazendo? Chorando, se lamentando e sem patrocínios e ações de marketing para alavancar uma linda festa de um clube que faz 100 anos. Com um time ridículo e perdendo jogadores para o rival. Pior, sendo tripudiado por eles. Com um técnico horroroso, que foi preterido publicamente no começo do ano (em mais uma das destrezas da gestão profissional), com uma torcida puta da vida, com grupelhos políticos a corroer qualquer massa crítica que tenta se desenvolver nas críticas livres ao Palmeiras, com um clube dividido e prestes a entrar em processo de eleição e com um campeonato brasileiro dificílimo pela frente.

Tô cansado dessa merda. Desses caras que tratam o Palmeiras como um boteco de playboy (Tirone e Frizzo) ou como um banco quebrado (Nobre). Cansado dessa postura ridícula do Nobre de ficar dizendo que o Palmeiras não tem grana e que ele tem responsabilidade na gestão do Palmeiras. Tem responsabilidade? É mesmo? E a grana que você avalizou para o clube? Isso é ter responsabilidade na gestão? Muitos vêem como ato de amor ao clube. Ato de amor é dar a grana, tio! Não avalizar os empréstimos.

Tô de saco cheio de passar vergonha atrás de vergonha na mão desses caras.

Ainda podem me perguntar, como já o fazem: “E quem você colocaria no lugar dele? Os que estão lá são piores!”

Quem eu colocaria? Já respondi isso acima.

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4 comentários em “A revolta com a postura que envergonha os palmeirenses

  1. Kleber M
    abril 30, 2014

    João,
    Triste mesmo o desabafo… Paulo Nobre era minha última esperança para um melhor futuro. Desencanei!

    abs,
    Kleber

  2. Claudio Longo
    maio 1, 2014

    Boa noite João, só poso declarar uma palavra, INCOMPETENCIA CRONICA, os que apoiam Paulo Banana Nobre, são eternos idiotas, não há mais motivos para termos esperança nesta gestão , que de profissional nada tem, pois não é possível não termos capitação de recursos, que propicie a criação de receitas alternativas, em pleno centenário, estamos vendo um dos piores administradores do clube , em cena onde nós somos os palhaços de uma picadeiro, sem o limite do especulo de horrores !

  3. Ricardo
    maio 1, 2014

    Bom. É isso aí. Esquecem que existem palmeirenses que não são de um ou outro grupo e que elogiam ou criticam pensando no Palmeiras. Na verdade não esquecem, mas usam esses subterfúgios para estarem em um ou outro lado.
    Em minha opinião, utopia a parte, é preciso projetos institucionais do Palmeiras, independente dos grupos e com comprometimento e participação de todos. Como um Plano Estratégico Básico, formatado em relação à missão e valores da Sociedade Esportiva e construído de forma participativa e devendo ser obrigatório aos presidentes.
    Mas como não estou nem aí também se acham que é politicagem… Acrescento um absurdo em curso: às vésperas do fim do caso Kardec, saiu na mídia informações sobre “comemorações” previstas. Nem vou comentar todas. Mas constava: Torneio de Veteranos tento Germânia e …. bambis como convidados. É o fim do mundo! mesmo que agora revejam….Meu Deus!!!!!!

  4. Gilmar Oliveira
    maio 15, 2014

    Boa noite Joao,

    A politica do Mustafa que o PN segue faz do nosso Grande Palmeiras um time médio, sem pretenção de títulos, que envergonha sua torcida a cada dia. Sao terríveis casos como a saída do Barcos e do Kardec ambos de graça, falta de patrocínio, iminente saída do Wesley e do Valdívia (únicos que jogam bola de verdade!) pouca exploração do nosso centenário etc., motivos para eu me afastar do futebol. Isso logo após uma administração nota zero do Tirone, ou seja, são anos de sofrimento! O problema é que o Palmeiras é doeça para mim, não consigo abandonar esse time nunca, o Verdão está mal e eu estou também. Tenho um filho de 4 anos que é Palmeirense, gostaria muito que ele tivesse a oportunidade de ter anos de glória assim como tivemos na decada de 90.

    O último presidente que tentou fazer o Palmeiras grande, que pensou grande mas teve muito azar foi o Beluzzo. Ele enfrentou e viabilizou a reforma do nosso estádio, contratou o melhor técnico (Felipao), gastou uma fortuna com aqueles que seriam os melhores reforços, como Valdívia, Kleber, Wagner Love, escolheu o Muricy (melhor tecnico na epoca) qdo estavamos liderando um Brasileirao com dez pontos na frente, mas que infelizmente perdeu esse campeonato, quebrando as finanças do time naturalmente. O azar foi não ter ganho aquele brasileiro, porque se tivesse conseguido, o Palmeiras estaria muito melhor hoje. Mas valorizo a administração Beluzzo pela vontade de fazer nosso time GRANDE.

    Saudaçoes Alvi-Verdes.

    Gilmar Oliveira – 34 anos
    Moro em Nassau – Bahamas

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Publicado em abril 30, 2014 por em Uncategorized.

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