Arquibancada Palestrina

Um blog de Palmeirense de arquibancada

Assaltados em casa

Não vou me preocupar muito com estilo neste texto. Nem com ser muito correto na gramática, muito menos “politicamente correto”. E vou tentar ser direto e reto. Não escrevi ontem, pois estava consumido pela raiva. Achei que hoje ia melhorar. Não melhorou. Então, vai na raiva mesmo.

Faz mais de um ano que não escrevo neste blog. Mas hoje, me sinto tão indignado, que preciso externar isto. Não é para ninguém. É para mim. E é para todo mundo. Todo mundo que tem em si o mínimo de senso de justiça. No esporte ou na sociedade.

Vamos ao contexto. Meu filho de 11 anos mora com a mãe no Rio de Janeiro. Palmeirense doente. Está de férias comigo. Me pediu para ir ao basquete. Ver o Palmeiras e os amigos de arquibancada. Uma cultura que faço questão de estimular. Saimos de São José dos Campos e chegamos ao Palestra.

Vimos um jogo muito bom. Dois times jogando um basquete de alto nível. E o Palmeiras jogando de igual pra igual, o tempo todo à frente do placar, com uma das equipes mais fortes da NBB, o Minas. O ginásio com um excelente público, cantando e transformando a partida em um verdadeiro espetáculo.

Familiares dos jogadores do Minas bateram boca com torcedores atrás de uma das cestas. Jogadores e Demetrius, técnico do Minas, reclamaram, O jogo parou, o ginásio ferveu mais ainda. Mas havia algo estranho acontecendo.

Alguns erros de arbitragem. Até aí, normal. Mas alguns deles, grotescos. Só que o Palmeiras estava sempre na frente. Chegou a abrir dez pontos. Vou aqui citar quatro lances grotescos do trio de arbitragem que eu vi. Mas são situações grotescas mesmo:

– dois empurrões pelas costas em jogadores do Palmeiras em nosso garrafão, quando os mesmos estavam prontos para pegar o rebote;
– um “airball” do ataque deles que foi parar nas mãos de um jogador deles no estouro do relógio que arbitragem deu como se tivesse batido no aro e deu mais 14 segundos para o Minas; e a pérola
– uma andada de Toyloy no ataque quando o mesmo ainda não tinha o domínio da bola; o americano recebeu um passe mascado, quando foi pegar a bola, a mesma bateu em uma mão, bateu na outra, voltou para a outra e o árbitro marca a andada dele. Lamentável.

Mas a cereja do bolo estava por vir. Pois até aí, como disse, o Palmeiras estava na frente. Faltando 27 segundos para o fim, o jogo estava empatado 76×76, ataque do Minas.

O armador americano deles vem com a bola e sofre pressão de dois jogadores do Palmeiras. Tenta driblar e Maxi se aproxima. O americano passa por Maxi, mas se desequilibra, cai e perde o controle da bola, que sai pela linha de fundo.

Os jogadores do Minas se voltam para a sua quadra de defesa. Demetrius baixa a cabeça resignado e pensa: fodeu. O ginásio começa a esboçar uma comemoração de ter a posse de bola com 27 segundos para o fim.

Quando de repente, o senhor árbitro Benito, aponta bola para o Minas. Silêncio de meio segundo no ginásio. O árbitro aponta para Maxi, aponta para a sua canela, faz sinal de raspão e confirma: bola Minas.

Maxi se descontrolou. O ginásio veio abaixo. Maxi levou técnica. A partir daí, com lance livre e posse de bola, o Minas virou. Jogadores do Palmeiras estavam sem reação. Lance livre pra eles: 77×76 e posse de bola. No ataque, Jonathan faz falta e o Minas só acerta um: 78×76.

Com os jogadores do Palmeiras perplexos e descontrolados, tentamos gastar os 24 segundos e Maxi errou uma tentativa de três. Na volta, o Minas sofre falta e acerta os dois lances: 80×76.

Nesse tempo, nem vi o jogo. Só berrava para o árbitro e para os jogadores do Minas e para seu técnico Demetrius. Falava que aquilo era uma vergonha. Ele olhou para mim e assumiu: “Verdade, a bola não bateu no Maxi”. Devolvi: “E ainda levamos a técnica?”, e ele “A técnica tem que levar mesmo”. Com ele saindo para o outro lado só gritava: “Vocês tinham que ter sido homens e chamado o árbitro e avisado que a bola era nossa. Por isso nosso país é uma merda. Quando levamos vantagem, nos calamos. Vitória da vergonha!”.

No final da partida, foi grande a confusão. Os jogadores do Palmeiras se retiraram. Régis foi cobrar a arbitragem. A torcida estava transtornada. De repente, apagam-se as luzes do ginásio. Tudo às escuras. A arbitragem foi cercada pelos seguranças do clube e foi uma grande confusão para chegarem ao vestiário. Dizem que o árbitro foi agredido. No escuro, não vi nada.

Sabem qual a conclusão disso tudo: o Palmeiras vai ser punido e vai perder vários mandos. Vamos perder a força do fator casa e vamos penar para nos classificarmos para os playoffs. Mas há uma outra conclusão, talvez mais importante e mais profunda.

Um cidadão mal intencionado, com a síndrome do pequeno poder de arbitragem, resolve, sabe-se lá por qual motivo, prejudicar o Palmeiras em um lance claríssimo, em que até o porteiro que estava fora do ginásio viu que a bola não bateu em ninguém do Palmeiras antes de sair. O que ele gera com isso: uma possível tragédia.

É impossível conter uma massa que se sente injustiçada. Em qualquer esfera social. Pode ser no esporte, pode ser em uma festa religiosa. Se a massa vê uma pessoa cometendo uma injustiça, a probabilidade dessa pessoa ser linxada pela massa é enorme. Não culpem a torcida. A culpa de tudo o que rolou ontem no ginásio do Palestra após o lance fatídico (o maior roubo que eu já vi em um recinto esportivo na minha vida) é única e exclusiva do árbitro. Ele deve ser banido do basquete.

E mais. Demetrius é gente boa e tal. Mas se fosse homem, chamaria o árbitro e diria: “Essa bola é do Palmeiras”, chamaria os outros árbitros para informar (pois eles viram) e diria que a bola era nossa. Ele sabe disso, tanto que me disse. Mas não, preferiu levar vantagem, se beneficiar da “Lei de Gerson” que impera em nossa sociedade em todas as esferas.

Vamos ao ginásio na quinta-feira. Pois tenho certeza que vamos perder 2.567 mandos e nada vai acontecer ao Sr. Marcos Benito, que até Jogos Olímpicos já apitou. Será que é por arbitragens como esta que ele conseguiu alçar vôos tão altos em sua carreira de árbitro?

Por fim. Temos um Wesley do basquete. Um jogador talentoso, mas que é baladeiro, não treina, inventa contusão e “só joga quando quer”. Atende por Nunes e parece que não sabe que aqui é Palmeiras. Se não mudar de atitude radicalmente e urgentemente, vai começar a sofrer perseguição da torcida. Como Wesley. A porta da rua é a serventia da casa.

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Publicado em janeiro 7, 2015 por em Uncategorized.

(Publicidade Gratuita até 20/05/14) #AvantiBasqueteSEP

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